Consumo de energia segue em alta nos grupos mais afetados pela pandemia
Enquanto a seca e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas ameaça a oferta de energia na retomada econômica, o consumo de energia vai subindo. Os dados do fechamento de abril levantados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) apontam alta de 13,4% no consumo de energia no SIN (Sistema Interligado Nacional), que bateu em 63,3 mil megawatts médios, após uma sequência de dez meses consecutivos de alta.
Segundo a CCEE, o crescimento de abril foi puxado pelo avanço de 31% no mercado livre, segmento formado por indústrias e outros grandes consumidores, que podem negociar diretamente com as geradoras e comercializadoras. Já o mercado regulado, que abrange os consumidores residenciais e pequenos negócios, subiu quase 6%.
A alta é generalizada entre os setores que mais sofreram na pandemia. Alcança desde a produção de veículos, que consumiu quase 180% acima de abril do ano passado, quando o coronavírus começava a atingir o país, passando por têxtil, com mais de 90%, e serviços, com quase 33%.
Ceará e Rio de Janeiro foram os estados que mais cresceram no mês (21%), seguidos por Santa Catarina e São Paulo (18%). Acre e Rondônia tiveram queda de 50% e 16% respectivamente.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 185 milhões no próximo sorteio
Concurso deste domingo (18) não teve ganhadores na faixa principal; 102 apostas acertaram cinco números e receberão R$ 58,8 mil cada
Brasil deve voltar à 8ª posição entre maiores economias do mundo em 2027
Projeção do FMI aponta que país ultrapassará Itália e Rússia, com PIB estimado em US$ 2,8 trilhões no próximo ano
Lula rebate críticas ao fim da escala 6×1: “Descanso não quebra empresas”
Presidente defendeu a redução da jornada para 40 horas semanais, sem corte salarial, durante a promulgação da emenda constitucional nesta sexta-feira