Prioridade para vacinação contra a dengue é de 6 a 16 anos
O país tem o maior número de casos da doença no mundo, respondendo por metade do total global. Autoridades de saúde já alertaram para uma epidemia da doença no Brasil em 2024.
O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que crianças e jovens de 6 a 16 anos devem ser a prioridade para receberem as doses da vacina contra a dengue.
As vacinas adquiridas junto ao laboratório Takeda começaram a ser aplicadas em fevereiro, segundo o Ministério da Saúde divulgou recentemente. A Qdenga terá 5,2 milhões de doses disponíveis para serem aplicadas. O quantitativo irá possibilitar a vacinação de até 3 milhões de pessoas, já que o esquema vacinal prevê duas doses.
O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que irá priorizar a faixa etária de 6 a 16 anos na aplicação da vacina contra a dengue.
De acordo com o diretor do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Eder Gatti, a faixa etária é preconizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, composta por especialistas na área e que se reuniu nesta segunda-feira.
“Dentro desse grupo [6 a 16 anos], vamos ver qual é o melhor grupo etário para ter melhor resultado epidemiológico, evitando hospitalizações e mortes”, explicou o diretor.
A definição sobre qual público-alvo, bem como as localidades prioritárias, será feita em conjunto com estados e municípios, em reunião marcada para última quinta-feira deste mês.
Em dezembro, o Ministério da Saúde divulgou a incorporação da vacina no SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo o governo federal, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante em sistema público e universal.
O imunizante Qdenga tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é indicado para prevenção de dengue de 4 a 60 anos de idade, independentemente de a pessoa ter tido ou não a doença previamente.
O Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023. Foram 1.079 mortes pela doença até o dia 27 de dezembro.
De acordo com a OMS, o país tem o maior número de casos da doença no mundo, respondendo por metade do total global. Autoridades de saúde já alertaram para uma epidemia da doença no Brasil em 2024.
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