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TODODIA 16 de outubro de 2026
Polícia
NÃO RESISTIU

Mulher de 64 anos morre após semanas internada por ser agredida com marreta pelo companheiro em Campinas

Maria Aparecida foi atacada no Parque Valença e faleceu na segunda-feira (29); caso enquadrado como feminicídio com idoso de 79 anos preso

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Ataque aconteceu em residência no Parque Valença, em Campinas. Foto: Google Maps.

Uma mulher de 64 anos morreu na segunda-feira (29), em Campinas, após não resistir aos ferimentos provocados por um ataque cometido pelo companheiro dela, de 79 anos.

Com isso, o caso ocorrido no Parque Valença, passou a ser oficialmente enquadrado como feminicídio consumado pela Polícia Civil. O homem está preso desde a data do ataque.

Agressão na residência do casal
A vítima, Maria Aparecida Pereira Martins da Silva, havia sido agredida no dia 11 de dezembro na residência do casal, na Rua Doutor Alderico Alvite. 

Segundo o boletim de ocorrência, moradores ouviram barulhos vindos do imóvel e intervieram para impedir a continuidade da agressão. Um vizinho conseguiu desarmar o agressor, que foi contido por populares até a chegada da Polícia Militar.  O agressor utilizou uma marreta para atingir a cabeça da companheira, que foi socorrida em estado grave e encaminhada inicialmente à UPA Campo Grande. 

Em razão da gravidade das lesões, ela foi transferida ao Hospital da PUC, onde permaneceu internada até o óbito.

Prisão e investigação
O homem foi preso em flagrante no dia do crime e conduzido à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas. 

À polícia, ele afirmou ter problemas psicológicos e declarou que acreditava estar sendo dopado pela companheira, além de suspeitar que ela o traía. Familiares relataram que o idoso possui diagnóstico de Alzheimer e apresenta episódios de delírios.

A perícia criminal esteve no local e apreendeu a marreta utilizada no ataque. Testemunhas relataram que o agressor desferiu ao menos três golpes contra a cabeça da vítima antes de ser impedido.

Com a confirmação da morte, a Polícia Civil atualizou o enquadramento jurídico do caso para feminicídio, e manteve a representação pela prisão preventiva do investigado, destacando a gravidade da conduta, além do risco de novos ataques e a ameaça à integridade de terceiros.

O inquérito segue em andamento na 2ª DDM de Campinas, com acompanhamento da Justiça.

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Guilherme Pierangeli TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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