FOLHAPRESS | RÚSSIA
O Uruguai está em casa. Óscar Tabarez tira foto com os locais, conversa animadamente com alguns jornalistas e tira fotos. A França, não. Didier Deschamps não estava carrancudo como em outros dias. Mas ele sabe que, depois de eliminar a Argentina nas oitavas de final, com uma atuação de gala de Mbappé, sua seleção virou candidata ao título.
O Uruguai abraça com gosto -mais uma vez- a condição de zebra nas quartas de final da Copa do Mundo hoje, às 11h, em Nijni Novgorod. É a cidade em que os jogadores comandados por Tabarez estão concentrados desde o início do torneio.
“É como diz uma canção popular no Uruguai: nunca favoritos, sempre vindo de trás. Esta é a nossa realidade. É a raiz do que vamos tentar com muita ilusão de vencer”, disse o treinador.
Ele lançou mão de diferentes argumentos para se colocar como azarão. Nenhum novo. Citou a extensão reduzida do país, a população pequena se comparada com a da França (3,5 milhões contra 66,9 milhões)… Mas no discurso, há um componente que realmente pode pesar: a ausência de Edinson Cavani. O autor dos gols da classificação sobre Portugal continua em tratamento para curar lesão muscular na coxa direita. Ontem, pela primeira vez ele treinou com bola desde o último sábado, quando sofreu o problema.
“Tenho profundo respeito por Tabarez. Está há 12 anos no Uruguai, realizou um trabalho extraordinário. Eles têm menos jogadores que outros países na porcentagem da população e ainda assim possuem uma seleção incrível, foram semifinalistas em 2010 e aí seguem”, elogiou o técnico francês Deschamps.
A principal questão é que o discurso de quem corre por fora não encaixa com a campanha do Uruguai na Rússia. A França tem dois atacantes velozes e que podem fazer a diferença (Griezmann e Mbappé). O Uruguai, mesmo se não tiver Cavani, vai escalar Suárez, um dos mais temidos artilheiros do futebol mundial. A França tem três vitórias e um empate até agora na Copa. O Uruguai venceu as quatro partidas que disputou.
Mbappé entrou na corrida para ser considerado o melhor do mundo com a atuação que mandou Lionel Messi para casa. Fez dois gols e sofreu um pênalti contra os argentinos. Duas horas depois, o Uruguai eliminou Portugal de Cristiano Ronaldo.
A França tem uma geração jovem (com 26 anos de média, é a segunda equipe mais nova da Copa), que costuma se complicar quando o adversário se fecha e não oferece espaços. A equipe empolgou contra a Argentina mas havia feito três jogos burocráticos na fase de grupos diante de Austrália, Peru e Dinamarca.
A rapidez terá de vir de Griezmann e Mbappé, com Giroud como ponto central do ataque. Kanté recupera as bolas para que Pogba execute os
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