Campinas inicia imunização direta de bebês contra Vírus Sincicial Respiratório
Cidade registrou 10 casos da doença em 2026 e 1.182 no ano passado
Campinas inicia, nesta segunda-feira (9), a imunização de bebês prematuros menores de seis meses e crianças com comorbidades com menos de dois anos contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório). Em 2026, o município já registrou 10 casos da doença, sem óbitos confirmados.
O vírus é a principal causa de bronquiolite e pneumonia grave nos primeiros anos de vida. Até o momento, o combate à doença era feito apenas com a vacinação de gestantes, em que a mãe produzia os anticorpos e os transmitia ao bebê pela placenta. Agora, o bebê passa a receber a proteção diretamente pelo imunizante.
Histórico e riscos
O VSR responde pela maioria dos problemas respiratórios em menores de dois anos. Em 2025, Campinas registrou 1.182 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, resultando em 14 mortes.
O novo anticorpo representa um reforço na proteção, mesmo para filhos de mães que já foram vacinadas. “É importante que esse bebê com risco aumentado receba o anticorpo para ter uma proteção extra”, afirma a coordenadora do Programa de Imunização de Campinas, Chaúla Vizelli.
Quem tem direito
O imunizante é indicado para os bebês prematuros, crianças nascidas com até 36 semanas e 6 dias de gestação e crianças com comorbidades, menores de 2 anos com cardiopatia congênita, Síndrome de Down, fibrose cística, entre outras condições.
Convocação e atendimento
A vacinação acontece nos CSs (Centros de Saúde) e maternidades conveniadas da prefeitura. A distribuição das doses é nominal, realizada por meio de convocação das famílias.
A Secretaria de Saúde informa que a distribuição é controlada e o imunizante não fica disponível para pronta entrega. As famílias já contatadas devem comparecer ao CS na data e horário informados, levando a caderneta da criança e documentos.
Caso a família não tenha sido procurada, mas o bebê seja elegível, é necessário levar o laudo médico ou caderneta de pré-natal à unidade de saúde de referência. As maternidades de Campinas, Caism e o Hospital da PUC também realizam o mapeamento de bebês internados para a aplicação.
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