Mulher presa por exploração sexual da filha em Americana tem prisão mantida e é transferida para Monte Mor
Ex-companheiro da mulher, de 64 anos, aguarda audiência de custódia na carceragem em Americana
A mãe da adolescente de 14 anos, presa sob suspeita de permitir e lucrar com o estupro e a exploração sexual da própria filha em Americana, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada na tarde da quarta-feira (11).
Sob escolta da Polícia Civil, a mulher de 46 anos foi transferida para a Cadeia Feminina de Monte Mor, onde permanecerá presa à disposição da Justiça enquanto responde ao processo.
Situação dos envolvidos
- A mãe teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.
- O idoso de 64 anos continua detido na carceragem de Americana. Ele passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (12). Caso a prisão seja mantida, será transferido para a Penitenciária de Sorocaba, unidade prisional mais próxima que abriga detentos envolvidos em crimes sexuais. A medida é um protocolo de segurança, uma vez que a massa carcerária comum não aceita o convívio com acusados deste tipo de crime.
- A adolescente foi acolhida pelo Conselho Tutelar. O órgão agora busca um familiar que tenha condições estruturais, físicas e mentais para cuidar da jovem.
O início das investigações
O caso, investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Americana, chocou a cidade. A denúncia inicial surgiu após o vazamento de um vídeo de cunho sexual na escola onde a adolescente estuda. As imagens mostravam a menina, o homem de 64 anos e a própria mãe da vítima.
Imediatamente, a direção da escola acionou o Conselho Tutelar, que levou as provas à Polícia Civil. Com a identificação dos envolvidos, o delegado responsável, Edson Antonio dos Santos, representou pela prisão preventiva de ambos, além de solicitar mandados de busca e apreensão.
Durante a operação realizada na manhã de quarta-feira, foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos. O objetivo da polícia agora é periciar o material para verificar se o conteúdo era comercializado na internet (o que ainda não há indícios) ou se existem outras vítimas.
Confissão de pagamento e exploração
Segundo a Polícia Civil, o homem confessou que realizava pagamentos em dinheiro à mãe da menina após os atos sexuais. O casal mantinha um relacionamento amoroso na época dos abusos, mas atualmente estaria separado.
Como os investigadores encontraram registros de outras transferências bancárias entre os dois agressores, a apuração continua para esclarecer se a exploração sexual da adolescente ocorria de forma sistemática e contínua ao longo do tempo.
Estupro de vulnerável x exploração
O delegado Edson Antonio dos Santos explicou que os abusos registrados no vídeo aconteceram quando a vítima tinha apenas 13 anos, o que muda a tipificação do crime. “É importante explicitar que a lei permite o consentimento do ato sexual a partir dos 14 anos. Então, com menos de 14 anos, mesmo o ato sendo supostamente consentido, configura-se o crime de estupro de vulnerável”, detalhou o delegado.
Ainda segundo a autoridade policial, a partir dos 14 anos incompletos até os 18 anos, o ato em si não é mais proibido de forma absoluta, entretanto, a comercialização ou obtenção de lucro sobre ele configura o crime de exploração sexual. O caso enquadra os suspeitos em ambas as frentes criminais, dada a linha do tempo dos abusos e as provas de pagamentos.
A Polícia Civil de Americana segue com o inquérito em andamento.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Dupla é presa após abordagem a carro furtado em Sumaré
Policiais do 10º Baep localizaram o Renault Kwid durante patrulhamento no Jardim Basilicata; veículo foi recuperado
Homem é preso após Baep encontrar mais de 13 quilos de drogas escondidos em área de mata em Piracicaba
Policiais localizaram compartimento secreto no painel de um carro e, após confissão do motorista, encontraram cocaína, crack, maconha, uma pistola e munições
Mulher relata ameaças de morte e cárcere privado em denúncia contra companheiro em Nova Odessa
Segundo boletim da Guarda Civil Municipal, vítima de 24 anos e filha de 7 anos teriam sido impedidas de sair de casa e de manter contato com familiares
