Superlotação atinge hospitais em Campinas e unidades restringem atendimentos pelo SUS; PUC suspende cirurgias eletivas
Hospital PUC-Campinas e Hospital de Clínicas da Unicamp informam ocupação muito acima da capacidade e adotam medidas emergenciais para manter atendimento a casos graves
Dois dos principais hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Campinas registram superlotação e operam com ocupação muito acima da capacidade instalada. O Hospital PUC-Campinas e o Hospital de Clínicas da Unicamp divulgaram comunicados informando restrições no atendimento e adoção de medidas emergenciais diante da alta demanda por serviços de saúde.
No Hospital PUC-Campinas, o pronto-socorro destinado ao atendimento do SUS opera com 310% de ocupação. Segundo a instituição, 36 pacientes estão acomodados em macas nos corredores devido à elevada procura por atendimento.
Cirurgias eletivas foram canceladas
Diante do cenário, o hospital adotou medidas contingenciais e informou o cancelamento de cirurgias eletivas por período indeterminado, até a estabilização da situação no sistema de saúde local. A unidade também comunicou que não possui condições de receber novos pacientes encaminhados pelo SUS.
De acordo com a direção do hospital, a regulação municipal deverá avaliar o encaminhamento de pacientes para outros equipamentos da rede estadual, a fim de garantir a continuidade da assistência e a segurança dos atendimentos.
Hospital de Clínicas da Unicamp mantém superlotação
Situação semelhante foi registrada no Hospital de Clínicas da Unicamp. A unidade também enfrenta demanda acima da capacidade instalada e mantém restrições no atendimento.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (11), a superintendência informou que a Unidade de Emergência Referenciada (UER) Adulto trabalhava com ocupação de 394%, também acima da capacidade instalada. Nesta quinta-feira (12) a situação permaneceu praticamente inalterada, com uma leve redução no número de internados.
Segundo o hospital, a alta demanda provoca sobrecarga da estrutura física, além da pressão sobre equipamentos, equipes e insumos. Diante do cenário, a unidade implantou medidas de restrição no atendimento.
Diante da pressão sobre o atendimento, o hospital continua priorizando casos de maior gravidade e alta complexidade encaminhados por meio dos sistemas oficiais de regulação de vagas.
As duas instituições destacam que o cenário reflete a forte pressão sobre o sistema público de saúde da região e orientam que, sempre que possível, a população procure outras unidades da rede de atendimento até a normalização da situação.
*Atualizado às 16h55
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