Entre o tênis e o beach tennis, raquetinha se consolida como esporte para todos os públicos
Modalidade em crescimento, a raquetinha combina características do tênis com um formato mais acessível, reúne atletas de diferentes idades e se destaca pelo clima de integração nos torneios
Pode até parecer tênis à primeira vista, mas a raquetinha tem identidade própria. A modalidade mantém elementos clássicos, como a quadra, a rede e as trocas de bola, mas se diferencia principalmente pelo equipamento. Já tradicional em nossa região, o esporte segue em crescimento por reunir um estilo de jogo único.
Criada na década de 1940, em São Vicente, no litoral de São Paulo, a raquetinha segue o padrão do tênis. A bolinha, as regras e a contagem de pontos em games são as mesmas. As diferenças aparecem no formato das partidas, disputadas prioritariamente em duplas e em oito games, em vez dos seis tradicionais.
Principal diferença está na raquete
A principal mudança entre as modalidades, no entanto, está na raquete. O equipamento utilizado na raquetinha é feito de carbono e não possui cordas. O tamanho é intermediário, menor em relação ao do tênis e maior em relação ao beach tennis.
Com essas particularidades, a raquete proporciona uma dinâmica diferente ao jogo. A bola “anda menos” e a precisão nos golpes é maior, propiciando trocas de bola mais longas durante os pontos.

Raquetinha é forte na região
Em nossa região, a raquetinha tem forte presença, com a realização de diversos torneios. Há categorias para homens e mulheres, parentes e amigos que jogam juntos e mostram que o esporte fortalece as relações.
Segundo a praticante Cristina Pisoni, a facilidade da raquetinha é o que faz o esporte ganhar adeptos. “Acaba sendo mais gostoso, interativo e facilita que as pessoas possam jogar com mais facilidade, então fica mais democrático. Todo mundo pode participar, desde os mais jovens até os mais velhos”, disse.
Luís Fernando Tamborlin, que pratica tênis há mais de 15 anos, vê o nível dos jogos de raquetinha como um atrativo. “No tênis, fica muito desnivelado dependendo dos jogadores; na raquetinha, tem um equilíbrio maior entre a pessoa que não sabe jogar e quem joga há um tempo”, analisou.
Torneio em Americana reúne atletas e público
Entre os torneios que se destacam na região, Americana tem um deles que acontece nesta semana. Desde quarta-feira (8) até este domingo (12), no Clube do Bosque, em Americana, durante cinco dias, 110 duplas participam da competição, divididas em 13 categorias, entre masculino, feminino e mistas, reunindo atletas de diferentes idades e níveis.
“O torneio já é tradicional aqui na cidade. Esse ano, mais uma vez, vem bem formatado, bem organizado […] o pessoal do clube participa muito e quem é de fora também prestigia, tanto para assistir quanto para jogar”, afirmou o presidente do Clube do Bosque, Henrique Rigue.
Clima de integração é destaque do evento
Outro atrativo da raquetinha, observado no torneio do Clube do Bosque, vai além da disputa esportiva, sendo o clima agradável que se cria na modalidade, com DJ no evento e uma grande integração entre diferentes gerações, familiares e amigos.
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