Operação apreende 39 motos irregulares e prende suspeito em galpão de Campinas
Veículos comprados como sucata eram reformados para revenda ilegal, segundo a Polícia Civil
Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Detran resultou na prisão de um homem e na apreensão de 39 motocicletas irregulares em um galpão em Campinas. De acordo com a investigação, os veículos, que deveriam ser destinados ao desmanche, estavam sendo reformados para voltar à circulação de forma ilegal.
A ação foi realizada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em parceria com o Detran, como parte de fiscalizações periódicas voltadas ao combate de irregularidades no comércio de peças e veículos usados.
Fiscalização identificou esquema de revenda ilegal
Durante a operação, cinco estabelecimentos foram vistoriados. Em um deles, os policiais encontraram dezenas de motocicletas adquiridas em leilão como sucata, mas que estavam sendo recuperadas para revenda.
Segundo o delegado Marcel Fehr, da DIG, as ações vêm sendo realizadas de forma recorrente. “São operações que a Polícia Civil vem realizando mensalmente em parceria com o Detran. Essa união de esforços tem se mostrado bastante produtiva”, afirmou.
A apuração indica que os veículos passavam por um processo de recuperação estética para serem revendidos, prática proibida pela legislação. “Foi a maior apreensão recente dessas operações, com 39 motocicletas que deveriam ser sucata e estavam sendo preparadas para voltar à circulação”, disse o delegado.
Irregularidades e falta de documentação
De acordo com a Polícia Civil, o responsável pelo galpão não possuía credenciamento junto ao Detran e não apresentou documentação que comprovasse a origem regular dos veículos.
O delegado Luiz Fernando Oliveira afirmou que as irregularidades foram constatadas no início da fiscalização. “Verificamos ausência de credenciamento no Detran e falta de documentação que comprovasse a aquisição regular das motos. As notas fiscais apresentadas não correspondiam à empresa dele”, disse.
A polícia informou ainda que os compradores desses veículos também podem responder criminalmente. Como as motos são classificadas como sucata, não podem ser regularizadas para circulação.

Risco para consumidores e investigação
Segundo Anderson Cervantes, representante do Detran em Campinas, os veículos apreendidos são considerados de fim de vida útil. “Esses veículos só podem ser utilizados para reaproveitamento de peças. Quem compra pode responder por receptação, por isso é fundamental adquirir de empresas credenciadas e com nota fiscal”, afirmou.
O responsável pelo galpão foi preso em flagrante e deve responder por adulteração de sinal identificador de veículo e crime contra as relações de consumo.
O local foi interditado e um procedimento administrativo foi aberto para apurar a origem das motocicletas. A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta a participação de outras pessoas no esquema.
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