Pontos de troca de figurinhas da Copa do Mundo movimentam colecionadores na região
Famílias e colecionadores veteranos se reúnem em busca das figurinhas que faltam para completar o álbum do Mundial de 2026
O clima de Copa do Mundo já tomou conta de todos os cantos e, enquanto a bola não rola, o álbum de figurinhas é a febre que aquece a chegada do maior torneio de futebol do planeta.
E, na nossa região, não tem sido diferente. Diversos pontos de troca de figurinhas estão movimentados, reunindo colecionadores em busca das imagens que ainda faltam no álbum e também para trocar as repetidas.
Em todas as cidades da região, locais públicos e estabelecimentos têm sido utilizados como pontos de troca. Em Americana, a papelaria Tamoio e a banca ao lado da Gama (Guarda Municipal de Americana) são algumas das opções. Em Santa Bárbara d’Oeste, a praça do bairro Cidade Nova e a praça da Avenida Tiradentes também têm servido como pontos de encontro para os colecionadores.
Momento em família
A parceria entre familiares é uma das marcas dos pontos de troca de figurinhas. Pais e filhos, avôs e netos, primos e parentes de diferentes gerações se reúnem pela mesma paixão. Enquanto um conta, o outro anota e confere. Tarefas em conjunto que tornam o momento ainda mais especial.
O industriário Elton Casagrande está completando o álbum junto com o filho Miguel Casagrande, de 10 anos. Para o pai, mais legal do que comprar os pacotinhos é trocar as figurinhas repetidas. “Tem que interagir. Ele vai buscando quem tem que trocar, a gente vai conferindo e ajudando a marcar até fechar”, contou.
Benedito Fornaziero e João Guilherme Fornaziero, avô e neto, também foram juntos buscar figurinhas para aumentar a coleção do álbum. “Muito feliz do pessoal estar participando da Copa do Mundo”, ressaltou o avô.
Colecionadores veteranos mantêm a tradição
Se alguns estão montando os primeiros álbuns da vida, outros seguem ampliando coleções que já atravessam décadas. É o caso de Ivo Augusto, que coleciona álbuns da Copa do Mundo desde os 10 anos de idade. No início, em 1982, ele conseguia as figurinhas no chiclete Ping Pong.
“A diferença principal é o preço, né? Os chicletes eram centavos, então comprava um monte de chicletes e batia bafinho. Hoje, o valor da figurinha está bem alto, bem significativo, R$ 7 o pacotinho. Não é todo mundo que consegue fazer”, comparou.
Desafio para completar
O álbum da Copa do Mundo de 2026 reúne a maior coleção de figurinhas da história. Muito por conta do aumento de seleções, de 32 para 48, agora são 980 cromos para completar o álbum. Com isso, aumentam os valores e também os desafios para encontrar todos os jogadores, estádios e escudos.
Segundo o gerente administrativo Matheus Ribeiro, fazer trocas de figurinhas ficou ainda mais importante neste ano. “A gente precisa trocar cada vez mais mesmo para não pesar no orçamento”, afirmou.
E, conforme a coleção de figurinhas vai aumentando, cresce também a ansiedade para a chegada da Copa do Mundo e a esperança pelo hexacampeonato da Seleção Brasileira.
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