Com feijão como vilão, cesta básica fica mais cara em Campinas e ultrapassa R$ 900
Levantamento do Observatório PUC-Campinas aponta alta de 1,91% em junho; feijão liderou aumento entre os alimentos e cesta já acumula alta de 15,24% em 2026
A cesta básica ficou mais cara em Campinas no mês de junho e atingiu o valor de R$ 902,12, segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas. O custo aumentou 1,91% em relação a maio, mantendo a trajetória de alta registrada nos últimos meses. O principal responsável pelo avanço foi o feijão, que ficou 13,93% mais caro no período.
O reajuste em Campinas foi superior ao registrado nas capitais do Sudeste monitoradas pelo Dieese: São Paulo (1,39%), Rio de Janeiro (0,71%), Vitória (0,12%) e Belo Horizonte (0,09%). Entre as 28 capitais acompanhadas nacionalmente, 18 registraram aumento no custo da cesta básica em junho.
Com o novo valor, a cesta passou a representar 55,7% do salário mínimo vigente. O estudo também calcula que seriam necessários R$ 2.706,36 para a compra de três cestas básicas, valor considerado como o “salário mínimo necessário”.
Feijão lidera altas em junho
O feijão foi o produto que mais pressionou o custo da cesta em junho, com alta de 13,93%. Também registraram aumentos a banana (4,82%), a manteiga (3,43%), o açúcar (3,24%), o tomate (2,01%) e a carne (1,39%).
Na direção oposta, alguns produtos ficaram mais baratos no mês. As principais quedas foram observadas no óleo (-3,26%), arroz (-2,15%), farinha de trigo (-1,41%) e café (-0,69%).
Apesar da alta do feijão em termos percentuais, a carne teve o maior impacto financeiro sobre a cesta, com aumento de R$ 4,45, seguida pelo feijão, que acrescentou R$ 5,73 ao custo total.
Batata e tomate acumulam maiores altas no ano
No acumulado de 2026, a batata lidera a inflação entre os produtos da cesta básica, com alta de 95,36%. Em seguida aparecem tomate (87,07%), feijão (42,01%) e leite (28,94%).
Já os maiores recuos no período foram registrados pela banana (-14,52%), café (-10,36%), açúcar (-9,71%) e óleo (-8,85%).
Segundo o Observatório PUC-Campinas, as altas da batata e do tomate refletem restrições de oferta observadas desde o início do ano, enquanto produtos como banana e café apresentaram movimento de acomodação dos preços.
Campinas tem uma das maiores altas do Sudeste
No acumulado do ano, a cesta básica de Campinas registra aumento de 15,24%, percentual inferior ao do Rio de Janeiro (16,27%) e de Vitória (16,06%), mas acima de Belo Horizonte (14,30%) e São Paulo (14,13%).
Entre as capitais brasileiras, Fortaleza lidera a inflação da cesta básica em 2026, com alta de 21,48%, seguida por Manaus (18,13%) e Recife (16,97%).
O levantamento também mostra que, nos últimos 12 meses, o custo da cesta básica em Campinas avançou 11,35%, refletindo a aceleração dos preços ao longo do primeiro semestre de 2026.
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