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TODODIA 27 de outubro de 2026

Preço do gás sobe 30% em um mês e já alcança os R$ 117 em Americana

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Botijão de 13kg, que era vendido a R$ 90 no início de outubro, atinge quase R$ 120 em revendas na cidade 

Preço nas nuvens | Em apenas um mês, valor do botijão de 15kg em Americana chega a subir 30% (Foto: Renato Araújo / Agência Brasília / Arquivo)

O botijão de 13kg do gás de cozinha, que poderia ser encontrado por até R$ 90 no início de outubro, já chega a custar hoje em Americana R$ 117, preço mais alto levantado pelo TODODIA ontem entre 10 revendedores pesquisados pela reportagem na cidade. O aumento é de 30% em um mês e a previsão é que fiquei ainda mais caro.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nesta segunda-feira (1º) em entrevista coletiva na Itália, onde participa do encontro dos líderes do G20, que haverá novo reajuste de preços nos próximos 20 dias.

O preço mais alto encontrado em Americana, para retirada do produto, de R$ 117, foi no bairro São Domingos.
Em caso de pedido para entrega, o consumidor desembolsa R$ 120. O botijão mais barato encontrado pela reportagem foi na Praia Azul, onde um revendedor comercializa o produto por R$ 98 se comprado no local ou R$ 105 se a opção for pela entrega. Em vários outros bairros da cidade, o valor cobrado varia entre R$ 100 e R$ 112 para retirada e R$ 115 para entrega.

O revendedor Thiago Mobilon Bassini, do Parque da Liberdade, comenta que o lucro com as vendas diminuíram e que está investindo para manter o estoque. “Todo mundo sabe que vai subir. Fica mais caro para comprar e, consequentemente, mais caro para revender”, comenta.

Uma outra revendedora, do bairro Transamérica, que pediu para não ser identificada, diz que costumava vender até 30 botijões de gás por dia, mas que, atualmente, comercializa no máximo dez.

“É difícil para todo mundo. No ano passado, eu conseguia cobrar R$ 48 por um botijão e chegava a ter R$ 15 de lucro por produto. Hoje tiro R$ 9 e vendo muito menos”, diz.

Ela comenta que nem o chamado “restão de gás”, botijões trocados ainda com um pouco do produto, que era doado ou comercializado mais barato, existe mais. “Antes tinha gente que, mesmo com pouco menos da metade do botijão com gás, preferia trocar e doávamos ou vendíamos por menor valor. Agora, ninguém deixa mais nada, consome tudo”, diz.

Outro revendedor, que também preferiu não ser identificado, do bairro São Domingos, define a situação como insustentável.

“Tem muita gente baixando ou pensando em baixar as portas porque não está fácil manter a distribuidora. É uma escalada de aumento tão exorbitante e que engloba o reajuste da Petrobrás, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), é o dissídio dos petroleiros. Tudo isso acaba influenciando no valor final”, diz.

Ele afirma que, somente no mês de outubro, as vendas caíram entre 10% e 15%. “Além de tudo, temos que lidar com aquelas pessoas que realizam venda irregular, sem nota fiscal”, reclama.

De acordo com a Sindigás (Sindicato das Distribuidoras de Gás de Cozinha), o preço médio do botijão em agosto de 2020 era de R$ 69,98, comparado com o que é cobrado hoje representa um acúmulo de pouco mais de 43%. 

Tema Americana

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Renato Pereira TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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