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TODODIA 4 de novembro de 2026

Engenheiro é detido no HM após se revoltar com demora no atendimento do filho

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Família alega racismo em Americana e direção da Gama diz que procedimento foi dentro da normalidade 

O caso aconteceu pouco depois da meia-noite (Foto: Reprodução)

O engenheiro mecânico Maik Israel da Silva, de 35 anos, saiu algemado do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana, na madrugada desta terça-feira (8), após se revoltar com a demora no atendimento do filho, um bebê de 15 meses. A família alega que a atitude da Gama (Guarda Municipal de Americana) foi desproporcional e motivada por racismo, enquanto o comando da corporação conclui não ter visto problema na abordagem. Após ser algemado e levado para a Seccional de Polícia de Americana, Silva foi liberado.

O caso aconteceu pouco depois da meia-noite. Segundo a esposa de Silva, eles chegaram ao local por volta das 23h, com o bebê do casal com cólica de intestino, tosse e febre. “Ficamos mais de uma hora esperando, mesmo com o hospital estando vazio. Neste tempo, por estar nervoso com a condição do bebê, o Maik ficou se levantando várias vezes, entrando e saindo do local. Em nenhum momento ele falou nada, nem discutiu com as atendentes. Numa das vezes, acabou batendo numa porta, o que é errado, claro, mas nada foi quebrado”, conta a esposa do engenheiro, Larissa Martins Belafonti.

Após o bebê ser atendido, uma equipe da Gama chegou ao local, o abordando por causa do golpe contra a porta. “Ele ainda estava nervoso e após ser abordado de forma ríspida, também foi ríspido com os guardas, dizendo que não fez nada demais, que não tinha quebrado nada. Nisso, os guardas lhe deram ordem de prisão, e ele falou que não ia ser preso, que não era bandido”, conta Larissa.

O vídeo com a abordagem, filmado pela própria esposa, e que mostra três guardas imobilizando o homem, acabou caindo na internet no decorrer desta terça-feira, ganhando bastante repercussão.

Procedimento normal, diz a Gama

Após ser algemado e levado para a Seccional de Polícia de Americana, Silva foi liberado. A família credita a violência da abordagem a racismo. “Ao saberem que ele é formado em engenharia e professor de matemática, já na delegacia, a forma de tratamento melhorou”, garante a esposa.

Segundo a assessoria de imprensa da Gama, as imagens do vídeo foram analisadas pelo comando da corporação na manhã desta terça, e concluiu-se que dentro das informações passadas, “esse é o procedimento normal em casos de resistência à prisão”.

O B.O. (Boletim de Ocorrência) registrado na Seccional alega resistência e desobediência por parte do engenheiro. “A equipe tomou ciência dos fatos, e ao orientar Maik, o mesmo de mostrou hostil com a equipe, negando os fatos narrados pela recepcionista”.

O comandante da Gama, Marco Aurélio, destaca que qualquer denúncia que envolve a Guarda municipal deve ser feita por meios oficiais através da Ouvidoria. “Todos os fatos serão apurados”, garante o comandante. 

Tema Americana

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Luciano Assis TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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