Home Brasil + Mundo Ação contra PCC interdita 73 empresas e sequestra R$ 32 mi em bens da facção

Ação contra PCC interdita 73 empresas e sequestra R$ 32 mi em bens da facção

“Operação Rei do Crime” da PF busca confiscar em 9 cidades centenas de veículos e até helicóptero e iates
by Agência Brasil

A PF (Polícia Federal) deflagrou ontem em São Paulo a “Operação Rei do Crime”, contra um braço financeiro que opera em favor do PCC (Primeiro Comando da Capital) há mais de 10 anos. A investigação interditou mais de 70 empresas e bloqueou, com autorização judicial, contas bancárias cujos valores superam R$ 730 milhões.

Em nove cidades – São Paulo, Bauru (SP), Igaratá (SP), Mongaguá (SP), Guarujá (SP), Tremembé (SP), Londrina (PR), Curitiba (PR) e Balneário Camboriú (SC) – mais de 200 policiais federais saíram às ruas para cumprir em apartamentos de luxo e empresas 13 mandados de prisão preventiva, 43 de busca e apreensão, além do sequestro de 32 automóveis.

Há ainda nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques e semirreboques, com valor estimado em mais de R$ 32 milhões em bens sequestrados da facção criminosa.

Entre os investigados estão empresários do setor de combustíveis e até um dos condenados pelo envolvimento no furto ao Banco Central, em Fortaleza (CE), em 2005. No total são 20 indiciados.

O grupo responderá pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a investigação, a PF rastreou movimentações financeiras e identificou a existência de uma rede de combustíveis, inclusive uma distribuidora, que atuava em benefício do PCC, lavando ativos de origem ilícita, por meio de empresas com atuação sólida no mercado e de empresas de fachada ou de laranjas.

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras também forneceu relatórios de inteligência financeira à PF. Os documentos apontaram movimentações atípicas do grupo investigado, cujo valor ultrapassa R$ 30 bilhões.

“De maneira inédita, a Polícia Federal solicitou em juízo a interdição da atividade econômica financeira de 73 pessoas jurídicas (postos de combustíveis, lojas de conveniência e escritórios de assessoria e contabilidade) utilizadas pela facção criminosa para movimentação de valores ilícitos, as quais passarão a ser administradas pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas”, diz a PF.

Até o fechamento desta edição, não havia sido divulgado o balanço final da operação.

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