Home Cidades Acusado de corrupção, vereador Polaco tem futuro definido na segunda em N.O

Acusado de corrupção, vereador Polaco tem futuro definido na segunda em N.O

Parecer de relator da Comissão Processante aberta pela Câmara de Nova Odessa será colocado em votação
by Pedro Heiderich

Preso em flagrante por corrupção em 2018, o vereador Wladiney Pereira Brigida, o Polaco (PL), terá o futuro decidido pela Câmara de Nova Odessa nesta segunda-feira (10). Uma CP (Comissão Processante) foi instaurada na Câmara.

O relator da comissão, Tiago Lobo (PV), emitiu parecer pelo arquivamento do processo, que foi colocado na ordem do dia desta segunda (10) e será votado na sessão. Se a maioria simples dos vereadores derrubar o parecer, a CP continua, caso contrário o processo é arquivado.

A Comissão Processante foi aberta em 13 de julho. O pedido de cassação por quebra de decoro foi protocolado três dias antes e leva em conta a prisão de Polaco em 2018, acusado de cobrar propina para aprovar uma aluna em exame no Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), onde trabalhava como perito.

Na ocasião, Polaco pediu aos colegas que optassem pela abertura da comissão. “Assim terei oportunidade de me defender e esclarecer todas as questões. Não passou do inquérito. Faz dois anos e quatro meses que estou esperando uma chance de me defender e até agora nada. Não há denúncia do Ministério Público nem condenação. Estou tranquilo quanto à minha conduta”, afirmou o vereador.

O vereador foi acusado de exigir R$ 150 de uma mulher para que fosse aprovada no exame de habilitação. Polaco foi solto no dia seguinte após pagar fiança e o inquérito policial não foi concluído. Na audiência de custódia, foi determinado o afastamento cautelar das funções que ele exercia no Detran.

O pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar foi protocolado pela auxiliar de enfermagem Simone Alcântara Teixeira, 41.

No pedido, ela destaca que Polaco foi preso em 27 de março de 2018, em Itatinga (SP), quando trabalhava como agente do Detran, acusado de corrupção passiva. Simone citou o pedido de cassação de Carol Moura como exemplo de que se o caso ia valer para ela teria que valer para Polaco também.

Segundo Lobo, ele e o Professor Antônio (PSD), outro membro da comissão, decidiram pelo arquivamento. Lobo alega, no parecer, que “não são encontrados elementos de autoria de conduta capaz de figurar como falta de decoro parlamentar, não restando caracterizada, portanto, a justa causa para prosseguimento do processo”.

O vereador Elvis Ricardo Garcia, o Pelé (PSDB), presidente da CP, emitiu voto em separado pela continuidade do processo.

Caso a CP tenha prosseguimento com o voto da maioria dos vereadores, Polaco será intimado ao longo do processo. Depois, a comissão vai emitir o parecer final, pela procedência ou improcedência da acusação, com a Câmara convocando sessão para julgamento da perda ou não do mandato parlamentar.

Isso tudo dentro do prazo de 90 dias, iniciado em 14 de julho. Para que Polaco seja cassado, é necessário voto de pelo menos dois terços dos membros da Câmara, ou seja, seis parlamentares. O parecer pelo arquivamento da comissão tem quórum de votação por “maioria simples”, ou seja, maioria dos votantes.

Se Polaco for cassado, será o segundo vereador de Nova Odessa a perder o cargo no ano. A primeira foi Carol Moura (Podemos).

A Câmara iria votar a cassação de Carol em uma sessão extraordinária no dia 27 de junho. Porém ela renunciou antes da votação, alegando razões de “cunho estritamente pessoal”. Foi a primeira vez na história da Câmara de Nova Odessa que um parlamentar renunciou ao mandato.

Carol foi acusada de quebra de decoro parlamentar por ela ser acusada de tentativa de furto a loja de shopping em Campinas. A ex-vereadora alegou que passava por problemas psicológicos e estava tomando medicamentos, negando a tentativa de furto.

Dois dias depois, Polaco, suplente de Carol, assumiu a cadeira. Ao renunciar, a ex-vereadora saiu “atirando” e se referiu a Polaco como “mais sujo do que pau de galinheiro”, acusando o de corrupção passiva.

Carol disse que abandonaria a carreira política e que sua saída tinha “interesses políticos” por trás. Ao assumir, Polaco afirmou que iria processá-la.

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