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Ainda alarmante

Região melhora, mas ainda está longe de uma boa posição dentro do mapeamento da vegetação nativa
by Rogério Verzignasse

As cidades da região conseguiram aumentar o percentual de áreas cobertas com vegetação nativa desde o começo de 2017, quando o governo estadual baixou uma resolução que estabeleceu critérios para a extração de árvores e regras para a recomposição florestal.

Ainda assim, o Mapeamento Temático da Cobertura Vegetal Nativa do Estado de São Paulo, que acaba de ser divulgado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, revela que o tema merecer fazer parte, com urgência, da pauta de ações do poder público.

De acordo com os dados de 2020 do inventário florestal, as cidades de Sumaré e Hortolândia possuem menos de 10% do territórios cobertos com espécies nativas. E os índices variam de 10% a 15% nas outras três cidades da região:  Americana, Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa.

A Resolução SMA nº 7, assinada pelo ex-secretário Ricardo Salles (hoje ministro do governo Bolsonaro), na época colocou a região no rol dos municípios com alta prioridade para a restauração da vegetação nativa, e exigia que fosse compensada uma área equivalente a duas vezes a área desmatada.

Os critérios foram relacionados pela resolução de forma a ordenar os cortes solicitados para a implantação de empreendimentos ou, no caso de cortes isolados e pontuais, respeitarem parâmetros mínimos para que não se colocasse em risco a preservação dos recursos hídricos e de áreas de proteção ambiental.

Dentre todas as cidades da região, Sumaré foi a que conseguiu no período maior avanço no percentual de área coberta com vegetação nativa, saltando de 2,5% para 7,3%.

No período, o trecho com recomposição florestal saltou ds 389 para 1.113 hectares. Muito pouco, ainda, diante dos mais de 15,3 mil hectares originais.

O município segue dentro da  “faixa vermelha”, dentre aqueles com prioridade muito alta de reflorestamento.

Em Hortolândia, a situação é igualmente preocupante. Desde a resolução, o município mais que dobrou sua área coberta com vegetação nativa (de 2% para 4,5%.) Os trechos reflorestados, que tomavam 125 hectares, saltaram para 277 ha. Número modesto, considerando que o município contava com 6,2 mil hectares de vegetação nativa.

As outras três cidades da região estão na “faixa laranja” do mapeamento, e elas contam com índices muito próximos de preservação. Ou seja, estão no segundo nível de maior preocupação, e integram a lista de municípios com alta prioridade para ações de reflorestamento.

Americana tem 12,1% de seu território preservado ou reflorestado com vegetação nativa. E a área do Pós-Represa concentra o verde. São no total 1.605 hectares. No levantamento anterior, eram 1.031 ha reflorestados (7,7% da área original), de 13,3 mil hectares.

Em Nova Odessa, o índice atual é de 11,2% (827 ha). No levantamento anterior, eram 510, ou 7% da área original, de 7,3 mil ha.

Em Santa Bárbara, há 2.964 hectares com vegetação recomposta, contra 1.354 do levantamento anterior. O índice florestal saltou de 5% para 10,9% da área original (27,2 mil hectares).

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