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Atenção redobrada para as pessoas

Para Kim, pré-candidato do Solidariedade à prefeitura, o pós-pandemia vai exigir muito do futuro chefe do Executivo
by Rogério Verzignasse

Marco Antônio Alves Jorge, o Kim, trabalha no setor pública há nada menos que quatro décadas. Neste período, teve atuação importante à frente do setor habitacional. Ajudou a implantar cerca de 13 mil moradias populares na cidade. Além disso,  também conquistou nada menos que cinco mandatos consecutivos na Câmara.

Hoje, Kim está na disputa para ser o prefeito da cidade.  E ele sabe que terá muitos desafios pela frente. O pré-candidato entende que no pós-pandemia a cidade vai enfrentar dificuldades econômicas e sociais. E o novo prefeito, diz, terá de dar atenção redobrada à recuperação econômica e social da cidade.  Confira os principais trechos da entrevista.

TodoDia – Kim, a nossa série de reportagens procura mostrar ao eleitor a história de vida e as propostas de governo de cada aspirante à prefeitura. Gostaríamos que você, primeiramente, se apresentasse ao cidadão que porventura não o conheça.

Kim – Nasci em fevereiro de 1956, na cidade de Araraquara. Sou o segundo dos cinco filhos homens da professora Marina com João Alves Jorge, funcionário do Departamento de Estrada de Rodagem, o DER. Além de construir estradas, ele adorava cuidar de propriedades rurais. Lugares onde aprendi a trabalhar e respeitar a natureza desde a infância. Cresci, estudei, me casei com a Maria Inês e tive dois filhos, nascidos e criados em Americana, Rodrigo e Gabriela. Os dois são casados, mas ainda não me deram netos.

Kim é conhecido na cidade por seu trabalho na habitação. A experiência no campo é novidade para muita gente.

Sempre gostei de trabalhar. Quando estava no primeiro ano da escola, ajudava o pipoqueiro, que já era meu conhecido, na saída da escola. Mas acompanhava meu pai todos os finais de semana e nas férias escolares ao sítio, e aprendi a lidar com as atividades agropecuárias. Mas a carreira profissional tomou rumo definitivo quando ingressei na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas. Estudei por lá de 1975 a 1979.

Tempo de grandes recordações…

Eu compartilhei moradia com mais quatro colegas que se tornaram meus amigos inseparáveis até hoje.  Durante a faculdade, junto com dois desses amigos, constituí uma empresa de paisagismo. Executamos jardins residenciais e comerciais.

Mas quando começou a trabalhar na Prefeitura de Americana?

No último ano da faculdade, meu trabalho de graduação era sobre Habitação Popular. Foi quando comecei a estagiar na Prefeitura de Americana. Fui estagiário por dez meses.  Em janeiro de 1980, tive minha carteira registrada pela prefeitura, onde permaneço até hoje. Conheci e trabalhei em todas as favelas de Americana, que cresciam desordenadamente. Chegamos a zerar as favelas da cidade. Mas, além do emprego formal, eu mantive o meu  escritório de arquitetura, paisagismo. Lidava até com fotografia e produção de vídeo. Sempre tive um espírito empreendedor. Trabalhava sem parar.

Detalhe sua trajetória em cargos públicos.

Entrei no estágio da prefeitura em 1979, durante a primeira gestão do prefeito Waldemar Tebaldi. Fui efetivado no ano seguinte para cuidar da habitação social. Trabalho até hoje para o desenvolvimento urbano. Ocupei os cargos de auxiliar, arquiteto, chefe da divisão de habitação, diretor da unidade de habitação e secretário. Fui responsável pela entrega de mais de 13 mil unidades habitacionais, entre lotes, casas prontas, apartamentos e mutirões, nas regiões do Zanaga, Cidade Jardim, Lírios e Mathiensen, São Jerônimo, Jardim da Paz e Liberdade, Jardim Guanabara e Novo Horizonte, Praia Azul, Guaicurus. Contribuí para destacar a cidade como um bom exemplo no cenário nacional no setor.

A entrega de conjuntos populares teve episódios marcantes…

Me recordo quando foram entregues os conjuntos habitacionais Antônio Zanaga 1 e 2. Eram 2.515 casas. E não existia comércio naquela região. A associação dos moradores foi até o gabinete do prefeito reclamar da dificuldade: as famílias tinham de ir até a região central para fazer compras. O dr. Tebaldi me chamou e pediu que eu estudasse alguma alternativa. Junto com os moradores, fomos até a antiga Cobal (Companhia Brasileira de Alimentos) que ficava em Campinas. Conseguimos um ônibus que estacionava na rua de terra, onde hoje é a Avenida Cecília Meireles, e vendia os alimentos aos moradores. Rapidamente levei ao prefeito um projeto de transformar um antigo barracão da prefeitura que ficava na colônia Vila Bela, próximo ao Zanaga 1, num prédio comercial. Aberta a licitação, foi instalado o mercadinho do Duzzi, a farmácia do Biággio, a quitanda do Valdecir, o açougue do Borborema… Quando o loteamento Profilurb estava sendo implantado, fomos ao BNH (Banco Nacional de Habitação) contornar a burocracia para que fosse autorizada a destinação dos lotes que faziam divisa com o Antônio Zanaga para atividades de comércio e serviço. A missão foi vitoriosa: resultou na próspera avenida comercial Cecília Meireles. Me sinto feliz quando passo por lá, na feira ou nas lojas e me lembro dessa história, como tudo começou. Ainda hoje encontro pessoas que moravam na favela, com uma família próspera e saudável graças ao acesso que tiveram a uma moradia digna.

E como começou a sua carreira como vereador?

No ano 2000, após 20 anos de trabalho na prefeitura, aceitei o desafio proposto pelo prefeito Waldemar Tebaldi: saí candidato a vereador pela primeira vez e fui eleito. Depois, fui reeleito por quatro vezes consecutivas. Hoje cumpro meu quinto mandato no Legislativo. São 40 anos de experiência na administração pública, sendo 20 anos compartilhados com o legislativo. Me sinto preparado para administrar a cidade.

Quais os principais desafios do futuro prefeito de Americana?

Americana, o Brasil e o mundo estão vivendo um momento de muita dificuldade, por conta da pandemia.  Precisamos ter atitude e coragem para sanar os problemas atuais e construir uma nova Americana. Virão mais dias difíceis a partir de 2021. Será preciso dar atenção redobrada às pessoas. Muita gente perdeu o emprego ou teve de fechar seu negócio. Ouvindo a população, projetamos a Americana do futuro. É preciso governar com a sociedade, que sente as necessidades e aponta o caminho da superação.

Mas quais setores precisavam de mudanças?

Os desafios são muitos, mas precisamos cuidar principalmente das pessoas: atuar firmemente na saúde, garantir o desenvolvimento econômico do município e promover a geração de trabalho e renda. É preciso administrar com uma equipe técnica, motivada e equipada, que responda com eficácia às demandas da sociedade.

Você começou a carreira política no partido do Tebaldi, motivado por ele. Mas trocou de legenda.

Fui eleito vereador pelo PDT em 2000, e reeleito mais três vezes pelo mesmo partido. Na última reeleição, era filiado ao MDB. Recentemente, recebi o convite para ser  pré-candidato a prefeito de Americana. O convite foi feito pelo Solidariedade, que entendeu como decisiva a minha experiência de 40 anos de gestão pública. Nosso projeto é promover as transformações e inovações necessárias, com os pés no chão, fazendo um trabalho sério com resultados.

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