quinta-feira, 24 setembro 2026

Caso Genivaldo: PRF nega punição e diz que diretores dispensados vão passar temporada nos EUA

 Jean Coelho, diretor-executivo, e Allan da Mota Rebello, diretor de inteligência, foram nomeados para a função de oficial de ligação em Washington

Coelho e Rebello haviam solicitado as dispensas há cerca de 10 dias, segundo a PRF, e elas só foram efetivadas agora por conta da burocracia (foto: Reprodução)

A Polícia Rodoviária Federal nega que as dispensas do diretor-executivo, Jean Coelho, e do diretor de inteligência da corporação, Allan da Mota Rebello, efetivadas nesta terça-feira (31), tenham relação com a morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, homem morto asfixiado dentro de uma viatura durante uma abordagem em Umbaúba (SE).

Coelho e Rebello haviam solicitado as dispensas há cerca de 10 dias, segundo a PRF, e elas só foram efetivadas agora por conta da burocracia.

A corporação afirma que a viagem dos dois já estava prevista antes do assassinato de Genivaldo, pois os policiais foram nomeados para serem oficiais de ligação da PRF no Colégio Interamericano de Defesa, nos Estados Unidos.

A desvinculação entre as dispensas dos diretores da PRF do caso Genivaldo interessa ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que vem evitando fazer comentários mais duros sobre o assassinato de um homem por agentes do governo federal dentro de uma viatura, por sufocamento, com uso de gás lacrimogênio e spray de pimenta.

Na primeira vez em que se manifestou sobre o caso, Bolsonaro disse que iria “se inteirar” sobre o assunto – num momento em que a filmagem da abordagem que culminou com a morte de Genivaldo já era pública. Dias depois, o presidente disse que lamentava ocorrido e que Justiça deveria ser feita.

Informações do G1.

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