Executivos da Unimed vão à Alesp nesta 3ª feira explicar cancelamento de plano de saúde de autistas
Diretor-presidente e o superintendente da Unimed Brasil responderão aos questionamentos da Comissão da Pessoa com Deficiência
Está marcada para esta 3ª feira (27), às 15 horas, no Plenário “José Bonifácio”, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a audiência com a Unimed Brasil. Os executivos da operadora de saúde deverão prestar esclarecimentos à Comissão da Pessoa com Deficiência sobre o cancelamento de planos de quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A sessão ocorre após convocação, em maio deste ano, do deputado estadual Rafa Zimbaldi (Cidadania-SP). A iniciativa conta com o apoio da deputada Andréa Werner (PSB-SP), que tem os direitos das pessoas com deficiência como bandeira.
Estarão presentes amanhã, na Alesp, para responder aos questionamentos dos parlamentares, o diretor-presidente da Central Nacional Unimed (CNU), Luiz Paulo Tostes Coimbra, e o superintendente da Unimed Brasil, Jeber Juabre Junior, que, na oportunidade, vai representar o presidente da empresa, Omar Abujamra.
Recentemente, a Unimed comunicou seus clientes autistas sobre a decisão (unilateral) que resultou no cancelamento do plano de saúde, por e-mail e por meio do aplicativo da operadora. A cooperativa alega que o novo reajuste da tabela de serviços seria “muito alto por parte do contratado”.
De acordo com Zimbaldi, a rescisão de contrato é uma prática abusiva proibida por lei no País, sendo que as únicas possibilidades de isso acontecer são por inadimplência, ou fraude – o que não é o caso.
Além de questionar os executivos da Unimed sobre o ocorrido e, de alguma maneira, tentar reaver a cobertura para os autistas, Zimbaldi quer que o prejuízo não se estenda a demais pessoas com deficiência e aos idosos, já tão prejudicados, periodicamente, pelo aumento exorbitante dos planos de saúde:
“Nosso objetivo é que a empresa volte atrás quanto a essa medida que prejudica milhares de famílias em todo o País. Pacientes autistas já enfrentam um sem-número de dificuldades para prosseguir com o tratamento. Agora, é necessário um diálogo técnico e aprimorado para chegarmos a um acordo que garanta a continuidade do tratamento de pessoas com autismo. São Paulo não poderia se calar frente a essa decisão, por isso, a convocação”, argumenta Zimbaldi.
Em junho do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que as operadoras de saúde que atuam no Brasil devem continuar oferecendo assistência ao beneficiário internado, ou em tratamento, mesmo após rescindir unilateralmente o contrato.
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