FGTS pode ficar sem recursos suficientes para habitação popular a partir de 2022
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) não terá recursos suficientes para financiar a habitação popular a partir de 2022, segundo o presidente do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário de SP), Basílio Jafet. Segundo ele, isso em parte ocorre pela liberação do saque de recursos feita pelo governo Jair Bolsonaro a partir desta sexta-feira (13) e pelo governo de Michel Temer.
“Deixa o fundo de garantia sem reserva para nada. [Em primeiro lugar, o] Fundo tem a função de ajudar trabalhador na hora difícil; [em] segundo, habitação, infraestrutura e saneamento”, afirmou Jafet em evento do setor imobiliário em São Paulo. “Nos nossos cálculos, mal e mal vamos conseguir financiar a habitação econômica [MCMV entre 2020 e 2021]. Em 2022, não dará para financiar”, disse.
Ele seguiu as críticas feitas por Ricardo Valadares, presidente da incorporadora Direcional. Valadares se disse contrário aos saques, que privilegiam o uso de curto prazo dos recursos, com consumo. “São recursos escassos de longo prazo sendo colocados no bolso da população para gasto de curto prazo”, critica Valadares.
“Não vai haver impacto nos próximos dois anos, mas será que a gente não podia fazer mais?”, questiona. Para Gilberto Abreu, presidente da Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário), é preciso cuidar do FGTS, porque tem recursos escassos. “A grande questão é que por ser limitado, não vai ser caminho para novos saltos de financiamento”, afirma
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