terça-feira, 13 janeiro 2026

Menina é picada durante atividade escolar e corre risco de amputação

Cirurgião fez alerta para infecção generalizada 

(Foto: Reprodução/Facebook)

Após a filha ser picada por um inseto na horta da Escola Estadual Doutor Mario Toledo de Moraes, em Caieiras (SP), a mãe compartilhou nas redes sociais, o sentimento de revolta e angústia.  A jovem possuí 14 anos e está internada, correndo o risco de perder a perna.

O ocorrido deveu-se  através de uma atividade ao ar livre proposta pela professora. Os alunos precisavam lavar e pintar pneus para confeccionarem bancos. No entanto, no local onde realizaram a atividade estava com a vegetação alta. 

A diretora da escola afirmou que foi solicitada à gestão estadual a poda do mato, mas, até o momento, a instituição não teria tido retorno. “A escola tem vários tipos de aranha e até cobras”, afirmou a mãe na publicação.

A publicação da mãe repercutiu nas redes sociais e chegou ao conhecimento do diretor-geral da Saúde de Caieiras, Julio Rodrigues, que registrou comentário no post: “Assim que soubemos do caso, nossas equipes de saúde passaram a dar o acompanhamento de perto”. Além disso, pediu à mulher que mantivesse o comentário dele para que as pessoas soubessem da informação.

A mãe rebateu o comentário realizado: “Vocês devem estar auxiliando outra mãe e filha. Em nenhum momento a Secretaria de Saúde me procurou. Pedi ajuda para um assessor da prefeitura para que fosse cortado o mato na escola, ele me escutou, mas somente isso, entrou em um ouvido e saiu pelo outro, nem na escola apareceu para se inteirar do caso da minha filha.”

Em contato com vereadores, a mãe conseguiu uma vaga no Hospital Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho. No domingo (13), com o risco de ter o membro amputado, a menina entrou em cirurgia, que durou aproximadamente uma hora.

Segundo relato do médico à mãe da paciente, caso demorassem mais um ou dois dias, a menina teria sofrido infecção generalizada e morrido. Nesta quarta-feira (16), outra médica passou para ver a jovem e afirmou que muito possivelmente precisará ser feito um novo procedimento, já que ainda há partes necrosadas.

De acordo com os médicos, há também a possibilidade de ser necessário um enxerto. Por isso, a menina deve ser transferida para a Santa Casa de São Paulo. Segundo a mãe, são no mínimo seis meses para que a cicatrização se complete. A menina sofre de anemia, e a mãe acredita que a baixa imunidade possa ter potencializado o problema. 

Em nota, a pasta estadual afirmou que está prestando assistência à família, junto à Diretoria de Ensino de Caieiras, e que a apuração dos motivos do ocorrido já está em andamento. Segundo a secretaria, a unidade deverá passar por uma nova dedetização ainda neste mês.

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