segunda-feira, 21 setembro 2026

PF inicia a reconstituição das mortes de Dom e Bruno

Polícia leva criminosos até local dos assassinatos de jornalista e indigenista 

Dom Phillips e Bruno Araújo Pereira (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal começou nesta quarta-feira (29) a reconstituição do assassinato do indigenista e servidor licenciado da Funai (Fundação Nacional do Índio) Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips. Agentes levaram dois suspeitos de participarem dos homicídios, o pescador Amarildo Oliveira da Costa, o Pelado, e Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, ao local do crime, no Vale do Javari, no oeste do Amazonas.

Desde domingo, policiais passaram a organizar uma reconstituição do crime na região. Não se sabe se o trabalho terminará nesta quinta ou levará mais alguns dias. O objetivo é confrontar as versões apresentadas por Amarildo e Jeferson com o resultado das perícias nos corpos encontrados e outros vestígios. Um acusa o outro de ter dado o primeiro disparo contra as vítimas. Amarildo ainda afirmou que esquartejou e enterrou os corpos.

É preciso analisar o local exato de onde partiram os tiros, por exemplo, informou uma fonte à reportagem. Outras observações a serem feitas é a distância que os criminosos estavam do jornalista e do indigenista.

ARAS

Dez dias após o anúncio de que o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) acompanharia as investigações das mortes do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, o grupo de trabalho foi revogado pelo Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

A análise de Aras é que as investigações estão correndo como deveriam e, após a conclusão do inquérito, o caso será revisitado pela PGR (Procuradoria-Geral da República). O procurador não descartaria a reabertura do grupo de trabalho quando a PF (Polícia Federal) encerrar as investigações sobre o caso.

Na sexta-feira (24), o corpo de Bruno foi velado em Pernambuco, seu estado natal. Antes da cremação, ele recebeu uma despedida tradicional indígena. O indigenista, de 41 anos, deixa a esposa e três filhos.

O velório de Dom ocorreu no domingo (26), no Rio de Janeiro. No local, um grupo de pessoas se manifestava com uma faixa que trazia os dizeres: “Quem mandou matar Bruno e Dom?”. 

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