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TODODIA 17 de outubro de 2026
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Presidente da Argentina é o primeiro líder a ser imunizado na América Latina

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O presidente argentino, Alberto Fernández, tomou nesta quinta-feira (21) a primeira dose da vacina russa Sputnik V, no hospital Posadas, em Buenos Aires. Ele foi o primeiro mandatário a começar a imunização contra o coronavírus na América Latina.

As primeiras 200 mil doses da vacina importadas pela Argentina já foram aplicadas em funcionários do sistema de saúde público. A fase inicial da vacinação, que começou em 29 de dezembro, atendeu também a alguns políticos com menos de 60 anos –segundo o governo, para dar exemplo sobre a importância da vacinação.

A lista inclui, por exemplo, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, que tem 49 anos e tomou as duas doses do medicamento.

O recorte de idade foi feito porque a Anmat (a agência argentina equivalente à Anvisa) ainda não tinha recomendado o imunizante russo para a população com mais de 60 anos –havia dúvidas sobre possíveis efeitos colaterais nessa faixa etária.

Fernández, que tem 61, ficou de fora da primeira leva. Nesta semana, por fim, a Anmat autorizou a aplicação emergencial da Sputnik V também nos mais velhos.

Segundo a agência, a vacina russa mostrou eficácia de 92% entre a população com mais de 60 anos e de 98% entre os mais jovens, nas quatro semanas de aplicação no país.

O governo argentino comprou 20 milhões de doses da Sputnik V junto ao Instituto Gamaleya. A próxima leva, que deve ser retirada em Moscou nos próximos dias, soma mais 5 milhões de doses.

A Argentina tem acordos ainda a Universidade de Oxford (em parceria com a AstraZeneca) e com o consórcio Covax Facility. Essas vacinas, no entanto, ainda não têm data para chegar.

Depois de tomar a vacina, usando máscara, o presidente argentino publicou no Twitter um agradecimento ao Instituto Gamaleya, “àqueles que trabalharam para que a vacina chegue a nós e a todo o pessoal de saúde por seu enorme compromisso”.

“Vamos nos vacinar”, escreveu.

Mais de 46 mil pessoas morreram na Argentina em decorrência da Covid-19, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. E pelo menos 1,8 milhões de casos foram confirmados.

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Folhapress TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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