PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Conferência do Clima começa com senso de urgência e tensões políticas

Começa hoje a COP-24 do Clima, Conferência da ONU que negocia a implementação do Acordo de Paris. O documento, assinado em 2015, já foi aprovado como lei em 184 países, incluindo o Brasil

Começa hoje a COP-24 do Clima, Conferência da ONU que negocia a implementação do Acordo de Paris. O documento, assinado em 2015, já foi aprovado como lei em 184 países, incluindo o Brasil. A expectativa é concluir a regulamentação do acordo. A conferência vai até dia 14, em Katowice, na Polônia.

PUBLICIDADE

O documento final precisa trazer detalhes sobre o financiamento das ações, transparência e monitoramento dos progressos e, ainda, encarar o desafio de se atribuir responsabilidades diferenciadas para os países, conforme seus estágios de desenvolvimento.

Uma questão que dificulta o consenso é a falta de respostas dos países desenvolvidos e maiores emissores históricos de gases-estufa para compensar as perdas e danos dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas, como as nações menos desenvolvidas e as pequenas ilhas, que já sofrem com inundações marítimas e com a dificuldade de recuperação após desastres causados por eventos extremos.

PUBLICIDADE

Mas os sinais dados por potências e lideranças das negociações climáticas estão aumentando a tensão política já antes do início da conferência.

Depois de a eleição de Trump ter acarretado o desengajamento dos EUA, maior emissor histórico de carbono, agora a COP-24 começa com os holofotes sobre o Brasil, que desistiu de sediar a edição de 2019 da conferência e cujo governo eleito tem se declarado contrário ao Acordo de Paris.

PUBLICIDADE

A reunião do G-20, que ocorreu em Buenos Aires, também deve influenciar o clima político em Katowice. O presidente francês Emmanuel Macron mandou recado de que seus acordos comerciais estão condicionados ao compromisso dos países latino-americanos com o Acordo de Paris.

Na sexta (30), os ministros de Negócios Estrangeiros da França e da China se juntaram ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, para uma declaração de enfrentamento às mudanças climáticas, pedindo que os líderes do G-20 “reconheçam a urgência” do desafio e deem “impulso político para o sucesso da COP-24”.

 

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Pin It on Pinterest

Share This