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Gasolina sobe 12% nas refinarias no terceiro aumento do mês

Reajuste segue elevação das cotações internacionais do petróleo; ainda assim, no ano o preço do combustível nas bombas acumula queda de 16,4%

No terceiro reajuste em duas semanas, a Petrobras elevará o preço de gasolina em 12% nas refinarias a partir desta quinta-feira (21). O aumento segue a elevação das cotações internacionais do petróleo com o relaxamento das medidas de isolamento social em países europeus e nos Estados Unidos.

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Somando os três reajustes, o preço da gasolina nas refinarias da Petrobras já tem alta acumulada de 38% desde o dia 7 de maio, quando a estatal interrompeu uma sequência de dez cortes no preço e promoveu o primeiro aumento após o início da pandemia.

Com o novo aumento, o litro da gasolina sairá das refinarias da Petrobras a R$ 1,25. O repasse ao consumidor depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras. Segundo a estatal, o preço de refinaria representa 19% do preço de bomba – o restante são margens e impostos.

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Especialistas no setor dizem que, mesmo após a sequência de aumentos, o preço da gasolina no Brasil permanece menor do que as cotações internacionais.

De acordo com dados do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), na última sexta (15) o preço interno da gasolina estava quase 30% abaixo do preço do Golfo do México.

A política de preços da Petrobras considera as cotações nos Estados Unidos, a taxa de câmbio e custos para importar e colocar o combustível no Brasil, além de margem de lucro. A empresa diz, porém, que os parâmetros de paridade internacional variam de empresa para a empresa.

Em maio, após o colapso do fim de abril, as cotações do petróleo voltaram a se recuperar, também com impacto da retomada da atividade em países da Europa e estados americanos. O petróleo Brent, referência internacional negociada em Londres, subiu 37% no mês.

Nas bombas norte-americanas, o preço da gasolina subiu, em média, 4,97% nas últimas três semanas. Nas bombas brasileiras, o preço seguia em tendência de queda na semana passada, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

O ritmo de corte, porém, foi menor do que nas semanas anteriores. Na média nacional, o litro da gasolina foi vendido a R$ 3,808, 0,4% a menos do que na semana anterior. No ano, o preço da gasolina nas bombas acumula queda de 16,4%.

Reportagem: Folhapress

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