Muçulmanas são eleitas nos EUA pela primeira vez

Ilhan Omar e Rashida Tlaib, democratas, representam os estados de Minnesota e Michigan

Dois estados americanos elegeram nas eleições de meio de mandato de terça-feira as primeiras mulheres muçulmanas representantes do Congresso dos Estados Unidos, uma ex-refugiada que fugiu da guerra da Somália e uma palestina-americana nascida em Detroit.

Ilhan Omar e Rashida Tlaib, ambas democratas, foram eleitas em Minnesota e Michigan, respectivamente, em uma disputa na qual membros de várias minorias venceram pela primeira vez.

Naturalizada americana, a ex-refugiada somali Omar, 36, vai suceder o representante Keith Ellison, que em 2006 se tornou o primeiro muçulmano eleito para o Congresso dos EUA e está deixando o cargo para concorrer para procurador geral do estado.

Omar, que será a primeira integrante do Congresso a usar um hijab (lenço) muçulmano, concorreu em um distrito tradicionalmente democrata com plataformas típicas da ala mais liberal do partido: sistema universal de saúde, ensino superior gratuito e apoio a políticas de moradia pública.

“Eu não esperava vir para os Estados Unidos e ir a uma escola na qual as crianças sofriam tanto com a falta de comida quanto eu no campo de refugiados”, disse Omar, que passou quatro anos de sua infância em um campo de refugiados no Quênia, em uma entrevista no mês passado.

De pais palestinos, Tlaib, 42, também tem uma história de romper barreiras. Em 2008, ela se tornou a primeira muçulmana eleita para a legislatura estadual do Michigan.

Mais velha de 14 irmãos, ela é filha de imigrantes palestinos e foi criada em Detroit, onde seu pai trabalhava em uma empresa automobilística.

Tlaib concorreu em um distrito tradicionalmente democrata com uma plataforma que incluía saúde universal e reforma migratória.

REPUBLICANOS PERDEM FORÇA 

O Partido Republicano, do presidente americano, Donald Trump, conseguiu manter a maioria no Senado após as eleições legislativas de terça-feira nos EUA. A sigla, porém, perdeu o controle da Câmara, onde os democratas ganharam ao menos 24 cadeiras.

O resultado confirma a tendência de eleições anteriores de meio de mandato presidencial em que o partido da oposição recupera a maioria das cadeiras da Câmara dos Representantes.

Os democratas ganharam 26 lugares na casa, segundo o The New York Times -eles precisavam de 23 para retomar o controle. O placar era de 219 contra 193 republicanos. Todos os 435 assentos da Câmara estavam em jogo.

No Senado, os republicanos ultrapassaram as 50 vagas necessárias para definir a maioria.

Pin It on Pinterest

Share This