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‘Não coube o perfil dele’, diz Bolsonaro ao ignorar Malta

Figura presente na campanha do ex-capitão, senador não foi nomeado para ministro

Considerado o “vice dos sonhos” no início da pré-campanha eleitoral, o senador Magno Malta (PR-ES) ficou de fora do primeiro escalão do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

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Malta foi figura presente ao lado de Bolsonaro mesmo antes da campanha. No dia em que o eleito ele se filiou ao PSL, em março deste ano, Malta foi apresentado como vice.

Ele chegou a circular pelo CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funciona o gabinete de transição, mas sumiu nas últimas semanas, depois que viu que suas chances de ser anunciado ministro haviam minguado.

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Senadores relataram à reportagem terem se surpreendido com o fato de ele não ter sido indicado, já que o capixaba andava pelos corredores do Senado se anunciando como auxiliar do futuro presidente.

A pá de cal veio ontem, a primeira vez que Bolsonaro admitiu publicamente que o amigo não seria anunciado ministro.
“Tínhamos um desenho do ministério na cabeça, infelizmente não coube o perfil dele não se enquadrou nessa questão. Apenas isso”, respondeu Bolsonaro ao ser questionado sobre a chateação de Malta por não ter sido indicado.

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Ele foi cotado para comandar uma pasta que cuidaria de assuntos da família. Tinha como seu principal fiador o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

‘PROJETO’

Malta desistiu de ser vice para concorrer a novo mandato no Senado, e na contramão do que aconteceu com os candidatos apoiadores de Bolsonaro, em que muitos tiveram votações expressivas, não se reelegeu.

“Meu compromisso com Bolsonaro foi até o dia 28 [de outubro, data do segundo turno], às 19h30. Tínhamos um projeto de tirar o Brasil de um viés ideológico e nosso compromisso acabou dia 28. Bolsonaro não tem nenhum compromisso comigo”, afirmou Malta, também ontem.

Bolsonaro disse ainda que “as portas estão abertas para ele” na transição e que ele pode colaborar de outra forma.
“A questão de possível ministério não achamos adequado no momento. Ele pode estar ao meu lado e as portas nunca forma fechadas para ele. Se para todos amigos de campanha eu fosse dar ministério, seria difícil da minha parte”, afirmou.

Ao deixar o QG do Exército ontem, onde almoçou e recebeu uma condecoração, Bolsonaro lembrou que ofereceu a Malta o posto de vice. “Eu ofereci ser meu vice e ele achou melhor concorrer ao Senado. Não se elegeu. Sou grato a ele”.

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