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China escondeu casos de Covid-19, diz CNN

Além disso, falhas no controle da pandemia passam pelo excesso de burocracia do sistema de saúde, falta de equipamentos e lentidão no monitoramento dos casos
by Folhapress

Criticada pela condução do início da crise da Covid-19, que já infectou mais de 63 milhões de pessoas no mundo, a China escondeu informações sobre o avanço da doença e acumulou erros de gestão, segundo documentos confidenciais do Centro Provincial de Controle e Prevenção de Doenças de Hubei, obtidos pela rede americana de notícias CNN.

O vírus foi identificado ainda no fim de 2019 em Wuhan, na província de Hubei – e a OMS (Organização Mundial da Saúde) foi notificada em dezembro sobre vários casos de pneumonia. Os documentos, que cobrem um período incompleto entre outubro de 2019 e abril deste ano, foram revelados por uma pessoa que trabalhou no sistema de saúde chinês e que pediu que seu nome não fosse revelado.

Ainda não está claro por que artigos específicos foram selecionados ou como a fonte obteve os papéis. As informações foram verificadas por seis especialistas que examinaram a veracidade de seu conteúdo.

O material mostra a discrepância nos números oficiais: no dia 10 de fevereiro, por exemplo, as autoridades chinesas relataram 2.478 novos casos confirmados – elevando o número global total para mais de 40 mil, com menos de 400 casos ocorrendo fora da China continental. De acordo com a CNN, entretanto, o relatório lista um total de 5.918 novos casos detectados.

Os documentos revelam problemas que ultrapassam a questão falta de transparência. As falhas no controle da pandemia passam pelo excesso de burocracia do sistema de saúde, falta de equipamentos e lentidão no monitoramento dos casos.

Um levantamento realizado no início de março diz que o tempo médio entre os primeiros sintomas e o diagnóstico confirmado era de 23,3 dias.

A CNN afirma que entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores da China e a Comissão Nacional de Saúde, bem como a Comissão de Saúde de Hubei, que supervisiona o CDC provincial, para comentar as descobertas dos documentos, mas não obteve resposta.

Esta terça-feira (1º) marca um ano desde que o primeiro paciente conhecido apresentou sintomas da doença em Wuhan, segundo estudo publicado no jornal médico Lancet. Naquele momento, a China lidava com um significativo surto de gripe, que registrou um número de infectados 20 vezes maior quando comparado com o ano anterior.

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