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TODODIA 23 de outubro de 2026

Americana vai mapear incidência de violência contra a mulher

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Objetivo é aperfeiçoar atendimento a partir do planejamento e estruturação do programa na cidade

O objetivo é aperfeiçoar o atendimento a partir de um fluxo que está em planejamento e estruturação no programa “Americana por elas” (Foto: Marcos Santos/ USP)

A série “Maid”, da Netflix, dramatização da história real da mulher que sofria abusos do marido e o deixou, iniciando uma luta por trabalho e sobrevivência para cuidar da filha, liderou entre as mais assistidas da plataforma no Brasil nos últimos meses. Mas o reflexo do enredo também foi sentido nos serviços assistenciais de Americana. O Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) passou a receber mais mulheres buscando ajuda social ao reconhecer, pela série, que estavam sofrendo abusos.

Esse reflexo foi informado nesta semana pela equipe à secretária de Assistência Social, Juliani Ellen Munhoz Fernandes, em meio à realização das ações da campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra mulheres e meninas”. A conclusão é que o reconhecimento de determinadas situações como violência já se mostra como uma barreira anterior à busca de ajuda e atendimento.

O objetivo é aperfeiçoar o atendimento a partir de um fluxo que está em planejamento e estruturação no programa “Americana por elas”, como explica a secretária. Será uma medida para que todos os setores conversem no atendimento integral à mulher vítima nas diversas demandas que vão além da assistência social e segurança, mas também de saúde, habitação e emprego. O plano municipal deve estruturar medidas de prevenção e enfrentamento, além do mapeamento de casos e demanda, inexistente no momento. Por isso chamou atenção a rápida reação à série, já que no contexto familiar essa identificação pode ser mais difícil sem a chegada de informações, como pondera a secretária.

Outros setores que devem integrar o fluxo são os braços do Judiciário, Ministério Público e as instituições de pesquisa, ensino e extensão, além da sociedade civil.

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Daíza Carvalho TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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