sexta-feira, 2 outubro 2026
MAUS-TRATOS

Pug passa por amputação das duas patas após lesões graves em Americana

Cão de aproximadamente 10 anos se recupera após cirurgia e poderá voltar a andar com o auxílio de próteses; tutora foi presa no caso
Por
João Victor Viana e Nicoly Maia
Foto: Redes sociais/Clínica Veterinária Novo Mundo

O cachorro da raça Pug, de aproximadamente 10 anos, que foi vítima de maus-tratos em Americana, está se recuperando bem após passar por uma cirurgia para amputação das duas patas dianteiras, do joelho para baixo. Segundo o veterinário Alex Rodrigo Domiciano, responsável pelos cuidados do animal, a expectativa é que o cão volte a andar com o auxílio de próteses.

O veterinário informou que o animal permanece em recuperação e vem respondendo bem ao tratamento. A utilização das próteses deverá permitir que o cachorro retome a mobilidade após a conclusão da recuperação.

O caso veio à tona nesta semana depois que o cão foi levado para atendimento veterinário no Parque Novo Mundo. Na ocasião, o animal havia perdido uma das patas e apresentava lesões graves e sinais de necrose na outra.

A Gama (Guarda Municipal de Americana) foi acionada depois que o veterinário responsável pelo atendimento comunicou o caso a uma ONG de proteção animal. Segundo o registro policial, o profissional havia sido chamado pela tutora para buscar o cachorro na residência, no Jardim Jacyra.

O animal foi entregue ao veterinário enrolado em uma coberta e dentro de um saco plástico, junto com a pata que havia se desprendido. A tutora teria informado que guardou o membro porque acreditava que ele poderia ser utilizado em um eventual procedimento de reimplantação.

Segundo o depoimento registrado pela Polícia Civil, a mulher afirmou que o cão tinha histórico de problemas respiratórios e alterações na coluna. Ela relatou ainda que, cerca de quatro meses antes, o cachorro começou a apresentar dificuldade para caminhar, situação que teria evoluído até a perda de mobilidade.

O cão permaneceu sob os cuidados da clínica veterinária, onde recebeu tratamento e acompanhamento.

Após analisar os depoimentos, o parecer veterinário, as fotografias e os demais elementos reunidos durante a ocorrência, o delegado responsável pela investigação considerou configurada a situação de flagrante e determinou a prisão da mulher, de 36 anos.

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