Operação fiscaliza postos de combustíveis em Campinas; um estabelecimento foi lacrado e multado em R$ 25 mil por irregularidades
Fiscalização encontrou estabelecimento sem alvará de funcionamento e também identificou outras irregularidades durante operação
Um posto de combustíveis foi lacrado e multado em R$ 25 mil pela Prefeitura de Campinas nesta terça-feira (25), durante a Operação “Posto Seguro”, realizada pela Polícia Civil em conjunto com órgãos de fiscalização. O estabelecimento, localizado na região do Bonfim, não tinha alvará de funcionamento e foi fechado pelo município.
A ação integra uma operação permanente de fiscalização de postos de combustíveis em Campinas. Nesta terça-feira, cinco estabelecimentos foram vistoriados pelas equipes, que verificaram documentação, condições das bombas, abastecimento de energia elétrica e outros possíveis problemas.
Fiscalização encontrou irregularidades
Participaram da operação equipes da Polícia Civil, da Secretaria Municipal de Urbanismo, da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) e da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz).
As vistorias incluíram a análise da volumetria e da qualidade do combustível, além da verificação de eventuais irregularidades no fornecimento de energia elétrica e da documentação dos estabelecimentos.
Segundo a Polícia Civil, desde o início da operação, foram realizadas fiscalizações em nove postos, nos dias 28 de julho e 25 de agosto. O trabalho resultou em duas prisões em flagrante.
Em um dos casos, foi identificada divergência na quantidade de combustível comercializada, com uma defasagem superior a 100 mililitros a cada 20 litros. Em outro, os policiais constataram furto de energia elétrica.
Amostras serão analisadas
Durante as fiscalizações, foram coletadas amostras de combustível em todos os estabelecimentos vistoriados. O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para análise pericial.
De acordo com as informações da operação, os laudos devem ficar prontos entre dois e três meses.
Além do posto lacrado pela Prefeitura por falta de alvará, outro estabelecimento recebeu uma notificação da CPFL por uma irregularidade nas instalações elétricas que não foi classificada como crime.
A operação tem como objetivo identificar irregularidades em postos de combustíveis e verificar o cumprimento das normas relacionadas ao funcionamento dos estabelecimentos, à qualidade e quantidade dos produtos comercializados e ao fornecimento de energia elétrica.
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