Entre os novos moradores do Residencial Jardim dos Lírios, em Americana, que receberam ontem a chave da casa própria na manhã de ontem estava Ademir José Pereira, que há nada menos três décadas tinha seu nome no cadastro por habitação popular.
Ele e a mulher Sônia sempre viveram na casa da mãe dele, na Vila Margarida. Ele foi recepcionado pelo prefeito no palco, tomou o microfone, mas não conseguiu falar.
Chorou, chorou. E foi muito aplaudido pela multidão que tomava as cadeiras diante do palco.
Também foi um dia muito importante para o coletor Elton Vieira de Souza e para a esposa Tatiane, que pagam R$ 500 de uma casa alugada de dois cômodos no Jardim da Mata.
Eles moravam apertados, com dois filhos. Elton esperava pelas chaves havia 15 anos. E acha que, agora, pode receber em casa outros dois meninos que moram com a primeira esposa.
“Eu vou pagar as parcelas, vou pagar o condomínio. Mas vou pagar o que é meu”, comemorou.
A plateia também se emocionou quando subiram ao palco o industriário Jeferson Casadei e a mulher Andreia. Ela, em uma cadeira de rodas, deixou o público tocado.
Andreia contou à reportagem que se mudou para Americana há sete anos, quando chegou de Rondônia. Conheceu o atual marido, se casou, e desde então eles esperam pela casa própria. Até então, moravam de favor na casa da mãe dele, no Jardim São Paulo.
Outra história foi contada pelo soldador José de Arimateia. Ele e a mulher Fernanda estavam no cadastro da casa própria havia 25 anos. Pagava R$ 600 de aluguel para morar em uma casinha de três cômodos na Cidade Jardim. E agora ele, aos 48 anos de idade, fala que vai realizar o sonho de ser pai. “Agora tenho o meu canto”, disse, emocionado.




