
Um cão foi resgatado na manhã desta terça-feira (22), no bairro Vila Nova, em Cosmópolis, após uma denúncia sobre as condições em que era mantido. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia do município por meio de boletim de ocorrência.
A denúncia foi recebida no sábado, acompanhada de vídeos que mostravam a situação do animal. Nesta terça, uma equipe foi ao endereço e, segundo os responsáveis pelo atendimento, encontrou o cão com baixo peso e o ambiente com acúmulo de fezes.
O resgate teve apoio da Guarda Municipal, da Casa di Gato & Dog, do médico veterinário Leonardo Trevisan e da equipe do deputado federal Delegado Bruno Lima. Segundo a protetora animal Andréia Rowlands, da Casa di Gato & Dog, não havia recipientes com água ou comida no local. “Quando a gente entrou na casa, não tinha pote de comida nem água”, afirmou.
O tutor não estava no imóvel no início da ocorrência e chegou quando o resgate estava sendo concluído. Conforme relatado pela equipe, ele apresentou documentos de atendimento veterinário e informou que o cão estaria em tratamento contra parvovirose.
A documentação e o histórico clínico do animal deverão ser analisados durante a investigação.
Avaliação veterinária
O médico veterinário Leonardo Trevisan acompanhou o atendimento e fez uma avaliação inicial. De acordo com ele, o cão é jovem e apresentava baixo escore corporal, com costelas aparentes e perda de massa muscular.
A equipe ofereceu água e alimentação ao animal. “Ele comeu de forma voraz”, relatou Trevisan. Segundo o veterinário, o tutor informou que o cão já havia apresentado falta de apetite e passado por atendimento médico, com uso de medicamentos e internação.
Novos exames serão realizados para avaliar a condição clínica e a evolução do quadro. O tratamento poderá incluir terapia de suporte, vitaminas e outros cuidados, conforme os resultados.
Apuração
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Cosmópolis e será investigado. A apuração deverá considerar as condições encontradas no imóvel, o estado de saúde do animal e os documentos apresentados pelo tutor.
A Lei de Crimes Ambientais estabelece que praticar abuso ou maus-tratos contra animais é crime. Para casos envolvendo cães e gatos, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.
Neste momento, o caso é tratado como suspeita, e a definição sobre eventual responsabilidade criminal dependerá da investigação. O animal foi retirado do imóvel e seguirá recebendo atendimento veterinário enquanto são realizados os encaminhamentos relacionados ao caso.





