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TODODIA 13 de outubro de 2026
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Cidades

Família de criança morta por escorpião faz protesto

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Os familiares de Maria Eduarda Pigatto, 10, que morreu na quarta-feira da semana passada, após ser picada duas vezes por um escorpião, fizeram um protesto na noite de ontem em Santa Bárbara d’Oeste pedindo que a rede de saúde da cidade tenha o soro antiescorpiônico. A menina morreu antes de receber o soro, que foi solicitado para a cidade de Americana.

O protesto foi uma caminhada pacífica, que começou por volta das 19h30, pela zona leste do município lembrando uma semana da morte da criança e pedindo que o soro também esteja disponibilizado na cidade.

Maria Eduarda morreu na manhã da quarta-feira da semana passada, depois de ser picada duas vezes por escorpião. Ela foi levada para o PS (Pronto-Socorro), mas morreu antes de receber o soro antiescorpiônico.  O caso aconteceu no Jardim Europa e foi registrado como morte suspeita.

De acordo com BO (Boletim de Ocorrência), o avô da menina informou que ela dormia quando foi picada na mão, por volta das 6h. No entanto, quando ela calçava sapatos para ir ao hospital, não notou a presença do aracnídeo e levou uma segunda picada.

Ela foi socorrida pelo avô ao PS Dr. Edison Mano, no Centro. De acordo com a Secretaria de Saúde de Santa Bárbara, ela deu entrada na unidade às 6h15. “Prontamente, a paciente foi atendida pela equipe médica, com realização de bloqueio e demais procedimentos de emergência”, informou.

A Assessoria de Imprensa da Administração garante que o acolhimento e o atendimento foram rápidos e que todo o protocolo necessário foi devidamente seguido. A unidade de atendimento, porém, não tem o soro antiescorpiônico.

“Conforme diretrizes dos serviços de Saúde, o contato com a Unicamp (referência regional neste tipo de caso) foi feito e todo o atendimento foi devidamente acompanhado.  O soro antiescorpiônico foi solicitado ao município de Americana – polo na microrregião que engloba Santa Bárbara”, explicou a Assessoria de Imprensa. No entanto, Maria Eduarda morreu às 7h45, antes mesmo que o soro pudesse ser aplicado, segundo a Administração.

O TODOIA procurou a Administração para que se posicionasse se abriu alguma sindicância ou algum tipo de investigação e se há a possibilidade de ter o soro na rede da cidade, mas os questionamentos não foram respondidos.

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Francisco Lima TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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