Hortolândia acompanha obras de nova estação de tratamento de esgoto
Projeto de R$ 294 milhões deve ampliar a capacidade de tratamento e tem conclusão prevista para dezembro de 2027
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A Prefeitura de Hortolândia informou nesta semana que acompanha a construção da nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da Vila Real, realizada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A obra começou em julho.
Recentemente, o prefeito Zezé Gomes (Republicanos) visitou o canteiro de obras, localizado próximo à atual estação. A estrutura em funcionamento deverá ser desativada após a conclusão e a entrada em operação da nova ETE.

Obra prevê nova estrutura
O projeto tem investimento de R$ 294 milhões e é executado por um consórcio formado pelas empresas Andrade Gutierrez e Elevação, vencedor da licitação da Sabesp. O contrato foi assinado pela concessionária em 13 de março deste ano, e a previsão é concluir as obras até 31 de dezembro de 2027.
Com o início das operações da nova estação, as instalações antigas serão descomissionadas gradualmente. O sistema atual ocasionalmente motivava reclamações de moradores de bairros próximos por causa do odor.
A transferência das operações será feita de forma planejada, acompanhando a entrada em funcionamento da nova estrutura. O prefeito afirmou que o projeto prepara o município para o crescimento nas próximas décadas. “Estamos falando de uma obra que olha para o futuro de Hortolândia. Não estamos simplesmente construindo uma nova estação de tratamento. Estamos implantando uma estrutura moderna, tecnológica e preparada para acompanhar o crescimento da nossa cidade nas próximas décadas. Saneamento básico é saúde, é meio ambiente e também é desenvolvimento sustentável”, destacou Zezé Gomes, em nota.
Capacidade de tratamento será ampliada
Segundo a Prefeitura, a nova estação representa um “salto tecnológico” para o tratamento de esgoto em Hortolândia. A capacidade média passará dos atuais 450 litros por segundo para 575 litros por segundo, e o sistema poderá suportar vazões de pico de até 978 litros por segundo.
Na prática, a estação deverá tratar, em média, cerca de 50 milhões de litros de esgoto por dia, atendendo os aproximadamente 252 mil moradores da cidade. O volume equivale a cerca de 80 piscinas semiolímpicas, com dimensões semelhantes às da piscina do Poliesportivo Nelson Cancian, no Jardim Nova Hortolândia.
Todo o esgoto passará por tratamento antes de retornar ao meio ambiente. A nova ETE usará a tecnologia Biocos, inédita no Brasil para o tratamento biológico de esgoto por meio de lodos ativados. O sistema deve aumentar a eficiência e ocupar uma área significativamente menor, com redução no consumo de energia e de produtos químicos.
Instalações serão fechadas e automatizadas
De acordo com a gestão municipal, um dos diferenciais do projeto é a relação da estação com o entorno. Enquanto a estrutura atual é aberta e utiliza grandes lagoas no tratamento, a nova ETE terá os sistemas enclausurados, com captação e tratamento dos gases gerados durante o processo.
A nova estação deverá ocupar de 10% a 30% da área utilizada pela atual. Para a Prefeitura, a tecnologia permitirá ampliar a capacidade de tratamento com uma ocupação territorial menor.
Outro diferencial será o nível de automação. O funcionamento da futura ETE será acompanhado permanentemente por um centro de controle, que permitirá monitorar os processos e dar mais precisão à operação.
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