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Juiz liberta trio preso pela PF em Americana

Secretários e servidora deixam prisão na 'Operação Cadeia Alimentar II'

O juiz Augusto Martinez Perez, da 4ª Vara Federal de Ribeirão Preto, determinou nesta sexta-feira (29) a libertação dos três funcionários da Prefeitura de Americana presos desde a última terça-feira pela PF (Polícia Federal) na esteira das investigações da “Operação Cadeia Alimentar II”, que apura suspeita de fraudes em contratos públicos da merenda escolar em 50 cidades paulistas entre 2013 e 2017. Os secretários Alex Niuri (Negócios Jurídicos) e Juninho Barros (Governo) e a servidora Luciane Carloni Gomes são suspeitos de participação no esquema e estavam em prisão temporária, que expiraria neste sábado (30). Os três negam os crimes atribuídos a eles e garantem que não houve fraude nos contratos em Americana. 

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Como antecipou ontem o TODODIA, o MPF (Ministério Público Federal) decidiu não pedir a prorrogação do prazo de cinco dias para prisão temporária, nem a conversão das prisões em preventivas (que não têm prazo). Ontem, então, o juiz atendeu aos pedidos das defesas dos acusados para que eles fossem soltos com antecedência. 

“O juiz deferiu o pedido da defesa e expediu os alvarás (de soltura). Estamos aguardando os trâmites burocráticos para que eles deixem a prisão ainda hoje (ontem)”, afirmou o advogado Willey Sucasas, que representa Barros e Niuri, no início da noite desta sexta. 

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A reportagem solicitou cópias dessas decisões à assessoria de imprensa da Justiça Federal, mas foi informada de que o processo corre em segredo de Justiça. 

Juninho e Luciane estavam presos, desde terça-feira, na Superintendência da PF em São Paulo. Já o secretário de Negócios Jurídicos pediu para ser ouvido pelo delegado da PF Bruno Rigote, de Ribeirão Preto, que comanda a investigação e permaneceu naquela unidade. 

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O trio foi citado na delação premiada do empresário José Geraldo Zana, dono do frigorífico Mult Beef, de Brodowski (região de Ribeirão Preto). Segundo os depoimentos do delator, eles teriam recebido propina para direcionar licitações ao grupo. 

A defesa dos foi secretários nega o recebimento de vantagens indevidas e que qualquer contrato de Americana tenha sido fraudado. A de Luciane afirma que ela é uma “funcionária subalterna”, que apenas revisa editais de licitação antes da publicação. 

Com a libertação dos suspeitos, a investigação prossegue até a apresentação, pela PF, de um relatório final. Esse material vai para o MPF que decide se apresenta denúncia (acusação criminal formal), pede mais provas, ou arquiva o processo. No caso de Americana, há ainda a possibilidade de a Procuradoria da República de Ribeirão “declinar” da competência para a Procuradoria Regional em Piracicaba. 

O prefeito Omar Najar (MDB), que não é investigado, determinou abertura de sindicância interna. 

 

Por Walter Duarte

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