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Apesar de serem maioria, mulheres ainda enfrentam preconceito no mercado de trabalho

Os dados de 2017 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, indicam que elas, mesmo mais escolarizadas, tem salários menores na RMC

As mulheres representam 51% da população da RMC (Região Metropolitana de Campinas), no entanto, elas dominam o mercado de trabalho apenas nas cidades de Artur Nogueira, Holambra e Morungaba. Ainda assim, mesmo onde são maioria, ocupam cargos de menor nível hierárquico e que pagam remunerações menores.

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Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho, referentes ao ano passado.

De acordo com Eliane Navarro, professora de Economia, responsável pelo Observatório PUC Campinas, a economia de Holambra tem forte participação da agricultura e metade das mulheres que trabalham na cidade estão na produção agrícola.

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Já em Morungaba há uma participação maior da indústria têxtil na economia, que responde por 23% dos empregos na cidade. Vinte e seis por cento das mulheres trabalham nessa área, enquanto apenas 19% dos homens estão presentes nesse ramo, segundo a professora.

Em Artur Nogueira, 25% das mulheres trabalham no alojamento e alimentação, enquanto os homens são 16% nessa mesma área.

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De acordo com a professora, os empregos nessas cidades, sem muitas indústrias tecnológicas, favorecem a contratação de mulheres. “São atividades onde há uma capacidade de absorção do emprego feminino, o que é preconceituoso, porque são cargos de baixa capacidade intelectual e com menores salários e que são atribuídos às mulheres”, disse.

Segundo ela, essas cidades têm poucas indústrias e pouca variedade de vagas. “São setores com menor produtividade”, explica.

Ainda segundo ela, o critério de seleção deveria ser a capacidade e não o gênero. “Muitas vezes, o próprio processo seletivo ou de progressão na carreira impede que elas ocupem os mesmos cargos, mesmo tendo a mesma escolaridade, mas não conseguem ocupar esse posto”, argumentou.

 

 

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