A população com 60 anos ou mais já supera a de pessoas com menos de 15 anos em seis cidades da área de cobertura da TV TODODIA. Segundo dados da Fundação Seade, o grupo de idosos é maior que o de crianças e adolescentes em Americana, Campinas, Limeira, Nova Odessa, Piracicaba e Santa Bárbara d’Oeste.
Em Cosmópolis, Hortolândia, Paulínia e Sumaré, a população com menos de 15 anos ainda é maior que a de idosos. Mesmo assim, a soma das 10 cidades analisadas mostra 589.362 pessoas com 60 anos ou mais, ante 548.025 moradores de 0 a 15 anos.

Os números integram o Painel População, da Fundação Seade. As estimativas da população residente nos municípios paulistas têm como base o Censo Demográfico de 2022 e a série histórica das Estatísticas do Registro Civil processadas pelo órgão. Os dados censitários também foram ajustados para corrigir a subenumeração nas primeiras idades.
Envelhecimento da população
Segundo Lúcia Yazaki, demógrafa da Fundação Seade, o envelhecimento populacional resulta do aumento da expectativa de vida e, principalmente, da redução da fecundidade. “A queda da fecundidade é resultado de várias mudanças sociais, como a maior escolaridade das mulheres, a entrada no mercado de trabalho e o adiamento da maternidade. Hoje existe uma variedade maior de comportamentos e muitas mulheres optam por ter menos filhos ou não ter filhos, o que acaba influenciando diretamente no envelhecimento da população.”
A especialista também afirma que a mudança na estrutura etária exige adaptações em áreas como saúde, previdência, infraestrutura, habitação e cuidados com a população idosa. “É preciso olhar esses números e pensar no que pode ser melhorado ou mudado. Na área da saúde, precisamos garantir que as pessoas cheguem aos 60 anos com saúde e qualidade de vida. Na previdência, infraestrutura, habitação e na questão dos cuidadores, tudo precisa ser repensado para atender essa população que está envelhecendo.”
No estado de São Paulo
Entre 1950 e 2025, o índice de envelhecimento populacional, que indica o número de pessoas com 60 anos ou mais para cada 100 moradores de 0 a 14 anos, cresceu 8,7 vezes no estado de São Paulo.
Em 1950, havia 11,6 idosos para cada 100 crianças e adolescentes com menos de 15 anos. No início do século XXI, o índice chegou a 34,1. Em 2010, passou para 53,9 e, em 2020, alcançou 82,3.
Em 2025, o índice chegou a 101 idosos para cada 100 pessoas com menos de 15 anos. Pela primeira vez, o número de idosos ultrapassou o de crianças e adolescentes nessa faixa etária no estado.
Atualmente, a população paulista com 60 anos ou mais soma 8,4 milhões de pessoas, o equivalente a 18,4% da população total. As mulheres correspondem a 10,5% da população do estado, enquanto os homens representam 7,9%.
A diferença entre homens e mulheres também aumenta com o avanço da idade, com predominância feminina entre a população idosa.





