O prefeito de Americana, Omar Najar (MDB), preparou um aditivo ao projeto de lei do Executivo que define as regras de ocupação urbana para impedir que o bairro Chácaras Machadinho – basicamente um trecho ao longo da Avenida Nossa Senhora de Fátima – continue enquadrado em regras de zoneamento que permitem por exemplo, a construção de condomínios verticais.
Com a mudança no PDFU (Plano de Desenvolvimento Físico e Urbanístico) originalmente proposto em junho, a região volta a permitir, no máximo, construções residenciais assobradadas. Prédios de apartamentos ficam proibidos.
As novas regras serão debatidas em audiências públicas marcadas para hoje e para o dia 24 na Câmara. A partir de então, com a elaboração da propositura definitiva, o texto deve passar pela apreciação dos vereadores.
Omar atendeu pedido feito na noite de terça-feira pelos vereadores Odair Dias (Pros) e Thiago Brochi (PSDB). Na mesma reunião estava presente William Tião, assessor de gabinete do vereador Rafael Macris, afastado para se tratar de Covid-19.
Os vereadores receberam solicitações e abaixo-assinados de moradores que temem o adensamento populacional descontrolado da área. Entre os reclamantes estavam, por exemplo, representantes do Trípoli, um condomínio residencial de alto padrão.
Segundo Odair, a preocupação não se limita apenas à possível mudança radical na paisagem. Sem a mudança preventiva, o zoneamento causaria impacto direto na malha viária e na infraestrutura urbana (redes de água, coleta de esgoto e energia, por exemplo). As Chacáras Machadinho não suportariam tanta gente.
Antes do encontro com o prefeito, os vereadores Odair e Brochi, além do assessor de Macris, estiveram com o secretário de planejamento, Ângelo Marton, e conversaram sobre os riscos inerentes à prestação dos serviços públicos.
Brochi explicou à reportagem do TODODIA que as audiências públicas vão servir exatamente para elencar propostas e ouvir apontamentos de quem mora ou tem negócios pela região. O debate também vai servir para a delimitação geográfica para as novas regras de zoneamento. “Tudo o que se busca é o crescimento planejado, responsável, que não venha a amaçar a qualidade doe vida da região”, afirmou.




