Pagamento do 13º salário vai injetar R$ 3,5 bilhões na economia regional

Volume de recursos para 2,5 milhões de trabalhadores na RMC é 11,55% superior a 2017, indicando uma retomada econômica

O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 3,5 bilhões na economia regional até dezembro. O volume de dinheiro – que será usado para pagar 2,5 milhões de trabalhadores do mercado formal, com registro em carteira, aposentados, pensionistas e funcionários públicos existentes na RMC (Região Metropolitana de Campinas) – representa aproximadamente 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) regional.

Apesar da crise, o valor a ser injetado na economia é 11,55% maior que o montante do 13º salário de 2017, que atingiu R$ 3,1 bilhões. Os números são da Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas).

Por lei, o pagamento do 13º deve ser feito em duas etapas: a primeira metade em novembro e os 50% restantes até 20 de dezembro. “Estima-se que a aplicação dos recursos pelos consumidores será de 45% no consumo, 46% na inadimplência (pagamento de dívidas) e 9% na poupança. Os 45% do 13º direcionados para o consumo representam um acréscimo de 20% nas vendas do final de ano”, estimou a Acic.

Só em Campinas, o pagamento do 13º salário deverá injetar na economia cerca de R$ 1,4 bilhão até dezembro, beneficiando em torno de 984.536 trabalhadores – representando aproximadamente 2,6% do PIB da cidade. Esses recursos retratam uma expansão de 10,7% sobre o 13º de 2017, que atingiu R$ 1,3 bilhão. “

Acreditamos que os sinais de retomada da economia começam a se mostrar. O mercado de trabalho voltou a gerar vagas, mesmo que lentamente. A produção industrial aos poucos consome a capacidade ociosa e a inflação em queda tende a estimular o consumo. Temos expectativas positivas para este final de ano”, comemora a presidente da Acic, Adriana Flosi.

O otimismo de Adriana acompanha os resultados da economia brasileira, que gerou um saldo positivo de 137.336 postos de trabalho com carteira assinada em setembro deste ano, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O resultado é o maior para o mês de setembro dos últimos cinco anos.

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