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TODODIA 15 de outubro de 2026
OPERAÇÃO DO GAECO

Nova fase da Operação Carbono Oculto mira compra de gigante dos combustíveis com unidade em Paulínia e lavagem de R$ 100 mi

Distribuidora de combustíveis tem unidade em Paulínia; operação cumpre mandados em sete estados, incluindo São Paulo. Empresa foi procurada, mas ainda não se manifestou

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A operação é um desdobramento da Carbono Oculto, que apura fraudes no setor de combustíveis. Foto: Divulgação

A compra da distribuidora de combustíveis Terrana está entre os alvos da Operação Crédito Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Receita Federal e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo. A empresa possui uma unidade no bairro Cascata, em Paulínia, município que também aparece na lista de locais com alvos da ação.

A operação é um desdobramento da Carbono Oculto e investiga suspeitas de lavagem de dinheiro. Segundo a apuração, uma usina sucroalcooleira teria recebido cerca de R$ 100 milhões para financiar a compra da distribuidora. Os recursos teriam passado por diferentes contas e empresas antes de chegar à usina.

Ligação com o Banco Master
Segundo reportagem do SBT News, um dos principais alvos é Antonio Carlos Freixo Junior, da Entre Investimentos, empresa vinculada ao Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Também está entre os alvos Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial.

Ao todo, a operação cumpre mandados em endereços ligados a 13 pessoas físicas e 19 pessoas jurídicas, em sete estados. Em São Paulo, são 26 alvos, incluindo endereços na capital e em cidades como Paulínia, Barueri, Cotia, Guarulhos e São José dos Campos.

Terrana se manifesta
Em nota, a Terrana afirmou que repudia qualquer tentativa de associar suas atividades à prática de crimes ou à participação em organizações criminosas. A empresa destacou que as informações divulgadas decorrem de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), voltado à apuração de fatos e coleta de elementos, e que isso não representa, por si só, acusação formal ou reconhecimento de responsabilidade criminal.

A companhia declarou que atua regularmente no mercado de distribuição de combustíveis e mantém documentação e registros de suas operações comerciais e financeiras. Disse ainda que pretende apresentar os documentos e esclarecimentos necessários às autoridades competentes, pelas vias adequadas, e que confia na Justiça.

A Terrana também manifestou preocupação com a divulgação de informações de uma investigação em andamento antes da conclusão das apurações e de eventual análise pelo Poder Judiciário. A investigação segue em andamento.

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Thayla Nogueira Repórter do TODODIA.
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