Produção industrial cresce na região e crise hídrica já preocupa
O volume de produção cresceu para 36% entre as empresas associadas, enquanto o faturamento aumentou para 52% das respondentes
A Regional Campinas do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) apresentou pesquisa on-line nesta terça-feira (22) mostrando números positivos da Sondagem Industrial realizada junto às empresas associadas. O volume de produção cresceu para 36% entre as empresas associadas, enquanto o faturamento aumentou para 52% das respondentes.
O vice-diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, também destacou que o nível de utilização da capacidade instalada, na faixa entre 50,1% e 80%, aumentou em relação ao mês anterior, para 64% das indústrias respondentes.
Segundo Corrêa, os índices tendem a se manter positivos nos próximos meses, também por conta do aumento da vacinação da população contra o novo coronavírus (Covid-19).
Por outro lado, os custos das matérias-primas se mantêm elevados – aumentaram para 81% das empresas, em relação ao mês anterior. Já os custos de energia, água e transporte aumentaram para 57% das respondentes.
O Ciesp-Campinas conta com 494 empresas associadas, distribuídas em 19 municípios da região.
O faturamento conjunto das empresas associadas é de R$ 41,52 bilhões ao ano. Conjuntamente essas empresas empregam 98.894 colaboradores.
O Ciesp-Campinas também apresentou os números da balança comercial regional.
Em maio de 2021 o valor exportado foi de US$ 235,7 milhões – 31,2% maior que em maio de 2020. Já as importações no mesmo mês foram de US$ 990,3 milhões – 43,3% maiores do que em maio do ano passado. O saldo em maio de 2021 foi negativo em US$ 754,6 milhões – 47,6% maior do que o registrado em maio de 2020.
CRISE HÍDRICA
A preocupação com a escassez hídrica também entrou no radar da indústria da região de Campinas.
Na pesquisa apresentada nesta terça-feira pela regional Ciesp-Campinas, 36% das empresas se manifestaram “muito preocupadas” com os reflexos da estiagem na atividade industrial e possível aumento nos custos, enquanto 52% delas se disseram “pouco preocupadas” e 12% responderam “não ter preocupação”.
Na avaliação do vice-diretor do Ciesp, José Henrique Toledo Corrêa, a preocupação existe com “a falta de água e de energia, que pode repercutir na atividade industrial, embora as indústrias, a partir da última crise energética, passaram a adotar diversas medidas para redução de consumo e outras alternativas, como o reúso da água nas suas atividades produtivas”.
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