Quadrinhos atravessam gerações e seguem conquistando leitores em plena era digital
Entre nostalgia, arte e incentivo à leitura, as histórias em quadrinhos continuam vivas no cotidiano de fãs e colecionadores em Cosmópolis
As histórias em quadrinhos seguem presentes na cultura e na memória afetiva de leitores de diferentes idades, mesmo com o avanço das plataformas digitais. Celebrado nesta sexta-feira (30), o Dia Nacional dos Quadrinhos reforça a relevância do gênero que une texto e imagem para contar narrativas que atravessam gerações.
Em Cosmópolis, leitores destacam a ligação com personagens marcantes, o papel dos gibis como incentivo à leitura e a preferência pelo formato físico, especialmente entre colecionadores.
Memória afetiva e arte como diferencial
A maquiadora Isabela Oliveira de Lima afirmou que os quadrinhos fizeram parte de sua adolescência, sobretudo em histórias de super-heróis. “Eu gosto muito de Batman… já li bastante na minha adolescência. Vingadores também, Guardiões da Galáxia. Hoje em dia não consumo tanto, mas eu tenho um carinho afetivo”, relatou.
Para ela, o elemento visual torna a leitura diferente de livros tradicionais. “A diferença é o visual. Quando a gente lê um livro, acaba tendo que imaginar tudo. No quadrinho, a gente tem tudo ali, ilustrado, bonitinho, pra mergulhar na história”, disse.
HQs como porta de entrada para a leitura
Isabela também destacou que os gibis podem estimular o hábito de ler na infância. “Quando a gente é criança, pensa na leitura como algo chato. E quando pega uma HQ pela primeira vez, entende que não. Eu passava horas lendo Turma da Mônica”, afirmou.
Segundo ela, entre histórias infantis e aventuras de super-heróis, os quadrinhos acabam acompanhando diferentes fases da vida e criando vínculos com os leitores.
Colecionismo e preferência pelo formato físico
O colecionador Henrique de Marco contou que começou a se interessar por quadrinhos porque não se identificava com livros no início. “No começo eu não gostava de ler, porque pra mim faltava o desenho. Aí eu comecei a ver história em quadrinho e falei: isso aqui eu gosto”, disse.
Ele afirmou que a identificação com personagens como Batman impulsionou a coleção. “Eu gostava muito do Batman… cada história deixa uma ponta, você fica pensando se vai ser o final dele ou não”, relatou.
Henrique também destacou a experiência de ter a edição em mãos. “O que desperta o interesse é você ter ela ali na mão. No final tem extras, esboços… Eu prefiro ter o físico, pra colecionar”, afirmou.
Releituras e novas descobertas
Para o colecionador, as HQs mantêm interesse mesmo quando relidas. “Eu leio duas, três, quatro vezes… cada vez você descobre algum ponto que deixou passar”, disse.
Entre heróis clássicos, mangás, gibis infantis e edições especiais, leitores apontam que os quadrinhos seguem se reinventando e mantendo espaço como entretenimento e forma de leitura.
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