Sexta, 19 Agosto 2022

Região tem alta em acidentes de trabalho

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Região tem alta em acidentes de trabalho

Americana, Santa Bárbara e Sumaré estão entre as com mais casos 

MORTE | Em janeiro, operário Eliel dos Santos, 41, morreu na Câmara de Sumaré (Foto: Divulgação)

 Em meio às comemorações de 1° de maio, a RMC (Região Metropolitana de Campinas) enfrenta um aumento de 25,19% no número de acidentes de trabalho e alta de 20% na quantidade de mortes decorrentes do trabalho em 2021 comparado a 2020. As cidades de Americana, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré estão entre as líderes em acidentes de trabalho. Americana, inclusive é a segunda com mais casos dentre os 20 municípios da RMC. Os dados são do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho.

As cinco cidades da RMC com maior número de notificações desses acidentes em 2021 foram Campinas (4.539); Americana (1.783); Indaiatuba (1.463); Santa Bárbara d'Oeste (1.422) e Sumaré (958).

No ano passado, foram contabilizadas 15.672 CATs (Notificações de Acidentes de Trabalho), contra 12.518 em 2020, ou seja, aumento de 25,19%. Já o número de óbitos passou de 40 para 48 no mesmo período.

Em Americana, os acidentes saltaram de 1.436 em 2020 para 1.783 em 2021, com elevação de 24%. O total de mortes teve leve aumento, de dois para três. Em Santa Bárbara, os acidentes saíram de 988 para 1.422 e cresceram 43% - um dos mais altos. O volume de mortes saltou de uma para cinco.

Em Sumaré, os acidentes aumentaram em 7% e passaram de 890 para 958 e os óbitos, de três para cinco.
Em Nova Odessa, de 357 para 518 acidentes, com um aumento de 45%. As mortes caíram: de dois casos para um. Em Hortolândia, foram 423 acidentes em 2020 e 541 em 2021, com um crescimento de 27%. As mortes se mantiveram em um caso cada ano na cidade.

Na última quinta-feira (28), foi celebrado o "Dia Mundial em Homenagem às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho" e neste domingo (1°) comemora-se o Dia do Trabalhador.

"A data é relevante para lembrar a sociedade da importância de uma cultura de prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, especialmente em um momento da história em que se privilegia a produtividade e o uso diuturno das tecnologias em detrimento do direito a um ambiente de trabalho seguro e à desconexão do trabalho. Vemos a saúde dos trabalhadores se deteriorando, ocasionando doenças laborais, e a ânsia por desempenho e rápida entrega, que resulta em mais acidentes. As ocorrências vêm crescendo de forma preocupante, quase atingindo os níveis anteriores à pandemia", observou o coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho (CODEMAT) da 15ª Região, procurador Silvio Beltramelli Neto.

O Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho foi desenvolvido e é mantido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em cooperação com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), no âmbito da Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente.

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