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TODODIA 3 de novembro de 2026
Cidades

Sindicato dos petroleiros promete manifestação

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O Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros Unificados) marcou para hoje um ato na Replan (Refinaria de Paulínia). O expediente na refinaria vai começar mais tarde.
De acordo com o sindicato, para celebrar a vida e protestar contra a precarização das condições de trabalho e redução do efetivo mínimo, o Sindicato convocou os trabalhadores para participar de um ato de atraso na frente da portaria de acesso da empresa, na Rodovia Professor Zeferino Vaz, a partir das 7h.
“Serão realizadas mobilizações em todas as unidades de refino dos sindicatos filiados à FUP (Federação Única dos Petroleiros). A categoria decidiu fazer nesta sexta-feira um dia nacional de protestos, para reivindicar segurança, investimentos em manutenção e recomposição dos efetivos”.
Segundo o sindicato, o estopim para a convocação do movimento nacional foi a explosão, seguida de incêndio, que ocorreu na madrugada de segunda-feira, na Replan. “O acidente não teve vítimas, mas deixou os trabalhadores em pânico. Havia cerca de 50 empregados trabalhando nas unidades afetadas (craqueamento e destilação). No momento da explosão, eles estavam jantando no restaurante da empresa”, afirmou.
O acidente aconteceu a 00h51 e a trabalhadora fez a ronda na área a 00h44. O estrondo foi tão forte que chegou a causar tremores em residências de Paulínia e Campinas e pode ser ouvido por moradores de Americana, a cerca de 40 quilômetros de distância da refinaria, informou o sindicato.
AMEAÇA
Segundo o Unificado, considerado por muitos trabalhadores como o mais grave da história da Petrobrás, o acidente ocorreu nove meses após a reversão na unidade de craqueamento, que lançou na atmosfera uma nuvem gigantesca com alto grau de explosividade. Foi outro acidente perigoso e que assustou os petroleiros e a comunidade no entorno da refinaria.
“Tudo isso é resultado da política de desmonte da empresa, que vem sendo sucateada e transformou a refinaria em uma bomba relógio, na iminência de uma grande tragédia”, declara o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.
A reportagem não conseguiu contato com a Petrobras ontem à noite.

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Francisco Lima TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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