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Cada um com seus cabelos – Parte 1

Não é de hoje que da minha relação profissional com os clientes surgiram várias amizades. É o caso do Marcelo Vieitz, que nas próximas colunas terá participação especial no meu espaço. A princípio pensei em editar o depoimento que ele gentilmente escreveu, mas o texto é tão bom, que merece ser publicado na íntegra, portanto, vou dividi-lo em três partes. Garanto que vale a pena! 

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“Eu me chamo Marcelo, tenho 44 anos. 

Socialmente, sou de uma geração disciplinar. Grosso modo, uma pequena parte disso significa que cresci sob uma respeitável (para não dizer imponente e evitar dizer opressora) carga de protocolos sociais a serem seguidos. Protocolos esses que me garantiriam a aceitação social sob o rótulo de pessoal normal, essa pessoa ok, que pratica um papel social aceito, que consegue ser visível, sem, no entanto descambar para os ditos extravagantes, suspeitos, estranhos ou qualquer outro rótulo algo desvantajoso criado por essa maioria supostamente “normal”. 

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É incrível como tudo isso recai, entre outras coisas, sobre o fato de ter cabelo. 

Em qualquer sociedade do mundo, qualquer uma, antes mesmo de saber o que é, e que o tem crescendo na cabeça, já está com seu cabelo sendo cuidado, modelado e determinado por uma enorme estrutura cultural. O seu cabelo, sob muitos aspectos, dirá quem você é, de onde saiu, onde quer chegar, enfim, qual é a tua. Sem uma palavra sequer, você estará dizendo muito sobre si ao mundo apenas pelo cabelo que tem.

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Inclusive, em alguma medida, o quanto concorda ou discorda dele. Não foi a minha intenção, talvez não seja a sua, mas muita gente está ciente do fato e usa o próprio cabelo como discurso contra ou a favor do status quo. Aliás, muita gente o faz. “Ah, mas eu só queria deixar meu cabelo do jeito que me agradasse mais”. Pois é. É aí que a conversa (ou o problema começa). A idéia que o mundo faz de você pelo teu cabelo pode divergir gravemente da ideia que você faz de si mesmo só por querer um determinado corte”. 

Continua na próxima semana. 

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