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Com mais leitos, ocupação diminui

Número de mortes também nunca foi tão alto na região; governo sinaliza manutenção das restrições na sexta
by Leon Botão

O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas, composto por 42 cidades, registrou dois recordes opostos nos índices de evolução da pandemia ontem. O mais grave é o de óbitos, atingindo a inédita marca de 25,9 novas mortes para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. O outro é o de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19 equipados: 29,1 para cada 100 mil habitantes.

Os números contrastam com as estatísticas registradas pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) de pouco mais de um mês atrás, quando a região ainda estava na fase laranja do Plano São Paulo, e revelam que mesmo com o considerável aumento no número de leitos, os óbitos também estão em disparada.

Em 26 de fevereiro, a taxa de óbitos da região era de 6,5 novas mortes para cada 100 mil habitantes nos 14 dias anteriores. Agora, atingiu o patamar de 25,9, o maior da pandemia até aqui.

Já em relação aos leitos de UTI, em 26 de fevereiro, havia 16,8 leitos para cada 100 mil habitantes, número na média do que se teve ao longo de praticamente toda a pandemia até então. Agora, o número de leitos subiu para 29,1 para cada 100 mil habitantes e, mesmo assim, os óbitos seguem crescendo.

Esse aumento no número de leitos, inclusive, se relaciona com a queda considerável na ocupação de leitos registrada ontem em âmbito regional. O índice foi de 81% nos leitos de UTI e 66,1% nos leitos de enfermaria. Situação que não se registrava há semanas.

Os resultados de ontem corroboram com a previsão do Centro de Contingência da Covid-19 do estado, que esperava, a partir de segunda, diminuição na ocupação de leitos e espera, até a próxima semana, que as mortes também comecem a cair.

Para isso, no entanto, o centro já sinalizou que será necessário manter restrições de circulação semelhantes às que o estado se encontra desde o início de março.

“O Centro de Contingência está discutindo a situação, felizmente conseguimos uma desaceleração, há indicadores de melhora, que devem prosseguir. Estamos discutindo a necessidade de extensão ou não da fase emergencial. Isso vai ser feito até sexta, vamos passar a recomendação ao governo, mas é bem provável que continuemos com os níveis de restrição que temos agora”, disse o coordenador do Centro, Paulo Menezes.

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