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Condutores mais jovens morrem mais no trânsito

Os dados são do Detran, que irá intensificar campanhas de conscientização
by Leon Botão

Motoristas mais jovens são as principais vítimas fatais de acidentes na região, enquanto os motoristas com mais de 50 anos se envolvem menos nesse tipo de ocorrência. Os dados são do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), que irá intensificar campanhas de conscientização entre os condutores com menos de 35 anos em todo o Estado para tentar diminuir esse índice. 

De acordo com as informações do programa “Respeito a Vida”, do Detran, o cenário de mais óbitos entre condutores jovens ocorre em todo o Estado, sobretudo na região de Campinas. 

Em Americana, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré, entre janeiro e outubro deste ano, segundo o Detran, foram registrados 81 mortes em acidentes de trânsito, sendo 48 delas do condutor do veículo envolvido no acidente. Deste total, 27 mortes foram de condutores com idade entre 18 e 35 anos, nove de condutores de 35 a 49 anos, nove de condutores com mais de 50 anos e três não foram especificadas. 

Na análise da coordenadora do programa Respeito a Vida, Silvia Lisboa, os dados estão ligados ao comportamento humano. “Pelas estatísticas, ficou claro pra gente que o pessoal da faixa etária com menos de 50 tem envolvimento maior em acidentes. Isso está ligado ao comportamento humano, que é o principal motivador de acidentes, seja pela falta de manutenção do veículo, excesso de velocidades, imprudência. Muitas vezes são acidentes que poderiam ser evitados”, afirmou. 

Para a coordenadora, o caminho para tentar diminuir esses índices é pela comunicação e conscientização. “A gente tem trabalhado muito com mídia social, porque o público mais jovem tem linguagem diferente, também estamos aprendendo a atingir esse público. Vamos usar influenciadores digitais para realmente conscientizar esse público, porque em muitos acidentes, mesmo quando a vítima não chega ao óbito, pode ter sequelas permanentes”, alertou Silvia. 

MORTES 

A cidade com maior índice de mortes de condutores jovens na região neste ano é Sumaré, com dez casos, seguida de Santa Bárbara d’Oeste, com sete. Na sequência aparecem Hortolândia (seis), Americana (três) e Nova Odessa (um). 

MORTES CAEM EM 3 CIDADES 

Em um ano atípico, marcado por uma série de meses nos quais os comércios ficaram fechados e milhares de pessoas ficaram em isolamento social, o número de mortes no trânsito diminuiu em três cidades da região, subindo apenas em Nova Odessa e Hortolândia, conforme dados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). 

De acordo com o órgão, de janeiro a outubro deste ano foram registradas 81 mortes em decorrência de acidentes de trânsito na região, contra 88 no mesmo período. As diminuições foram observadas em Americana, de 23 para 16, Santa Bárbara d’Oeste, de 22 para 21, e Sumaré, de 27 para 22. 

Em Nova Odessa, porém, houve aumento de óbitos. Nos primeiros dez meses de 2019, a cidade teve apenas uma morte em acidentes de trânsito. Em 2020 já foram cinco. Em Hortolândia, o aumento foi de dois casos, saindo de 15 para 17 mortes. 

De acordo com a coordenadora do programa Respeito a Vida, Silvia Lisboa, a diminuição tem sido observada na maioria das cidades do Estado e tem relação com a pandemia. “O isolamento causou um fluxo menor veículos nas cidades e estradas, consequentemente diminuição nos acidentes e nos óbitos. Agora estamos trabalhando para que não volte a subir”, afirmou.  

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