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Dançar aumenta disposição e ajuda na perda de peso

Academias têm dado cada vez mais espaço à atividade, que auxilia, também, na socialização
by Folhapress

Dançar faz bem ao corpo e à mente, garantem os especialistas e as academias têm dado cada vez mais espaço à atividade.

Além de mexer com o psicológico, a dança melhora o condicionamento físico e contribui com a hipertrofia (ganho de massa muscular).

É o que acontece com a modelo, atriz e bailarina Carol Cerqueira, 25 anos.
A baiana, que há um mês começou a fazer dança em uma unidade da BodyTech em São Paulo, diz que já sente os benefícios.

“Eu amo o que essa arte faz. São vários tipos, ‘aerojazz’, balé clássico, ‘fit dance’. São movimentos que eu amo e que me ajudam na definição muscular e na memória”, diz a modelo, referindo-se à necessidade de decorar passos e movimentos.

BEM-ESTAR

Para a arquiteta Raquel Cotrim, 44, que há quatro anos frequenta aulas de zumba de outra unidade da mesma academia, não há nada melhor para a saúde e o bem-estar do que dançar.

“É uma terapia, a terapia mais barata que eu já fiz. E ajuda na parte cardiovascular. Você sai da academia ‘pingando’, é ótimo.”

Raquel conta, ainda, que a dança fez com que ela se enturmasse, formando um novo grupo de amigos -as aulas das quais participa têm em média 30 pessoas.

PARA TODOS

Alcione Calcagnetta, profissional de educação física da rede Just Fit, dá aulas de dança de ritmos variados: música latina, funk, axé, pop e samba. Ela diz que os passos são fáceis e os movimentos, repetitivos, para facilitar o acompanhamento.

“É para todos os públicos, homens, mulheres, terceira idade. A dança hoje é uma das atividades mais recomendadas pelos médicos. Ela proporciona maior flexibilidade, melhora o condicionamento aeróbio, aprimora a coordenação motora e contribui para a perda de peso. E ajuda no ganho de músculos, sim”, destaca.

Além desses benefícios, ela garante que as aulas são divertidas. “Não tem quem não interaja.”

 

Cada gênero ativa uma parte do cérebro

Dançar faz bem, mas é importante ressaltar que, como qualquer atividade física, a prática deve ser supervisionada.

De acordo com Fernando Gomes, médico neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de São Paulo, cada gênero musical mexe com um dispositivo do cérebro.

“Músicas ricas em percussão ativam mais as habilidades motoras. Um exemplo são as músicas da capoeira, com atabaque, ou até mesmo o samba. Já aquelas ricas em instrumentos de corda, como o violino, podem provocar emoções mais sublimes, comoa sensação de amor, de harmonia.”

O médico lembra, ainda, que as memórias musicais são as mais arraigadas e, por isso, as mais resistentes ao envelhecimento e às doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Dança e musculação

Aliar dança e musculação é uma estratégia para evoluir nos passos. É o que afirma o profissional de educação física Rubens Murgia Filho, da Planet Sport. “A dança associada ao treinamento com pesos, com o intuito de fortalecer o sistema muscular, vai otimizar os benefícios físicos e prevenir futuras lesões.”

Ele reforça que a dança pode, sim, ser considerada um exercício físico, uma vez que a coreografia consiste em uma sequência sistematizada de movimentos executados de maneira planejada e com um objetivo específico. “A dança
desenvolve e aprimora o nosso sistema cardiorrespiratório”.

Eterna Garota de Ipanema, a ex-modelo Helô Pinheiro, 74, não perde um dia das suas aulas de dança. E é desse jeito, com musculação, que ela diz manter a boa forma.

“Esse combo de musculação, alimentação e dança é o segredo da minha beleza. Me perguntam como eu posso estar com esse corpo. Explico que uma parte vem da genética, sim. Mas se você não faz nada e come do jeito que eu como, pode virar uma bolinha”, brinca.

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