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Pandemia transforma rotina no HC da Unicamp

Hospital referência na RMC investiu pesado na adequação estrutural para manter o atendimento diário de quase dez mil pessoas

O HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp – maior e mais importante hospital público da RMC (Região Metropolitana de Campinas) – teve que se adequar aos tempos de pandemia e investiu pesado na adequação estrutural para manter o atendimento diário de quase dez mil pessoas.

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O complexo gigantesco – com 65 mil metros quadrados de área construída – atende pacientes de 86 municípios, habitados por nada menos que 6,5 milhões de pessoas. Todos os dias, o pátio é tomado por ônibus que trazem pacientes de toda a região, em busca de atendimento para todas as especialidades médicas. O coronavírus, no entanto, exigiu investimentos emergenciais, adequações e, principalmente, engajamento de toda a comunidade acadêmica.

O HC, para se ter uma ideia, tem leitos de enfermaria disponíveis para receber os casos suspeitos de Covid-19, em situações menos graves ou moderadas. A UTI conta com 20 leitos ativos para receber os pacientes com a suspeita da doença em estado grave, e mais da metade deles está ocupada.

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Nesta semana, mais 13 leitos estão sendo instalados para a acomodação de pacientes com suspeita de contaminação. Serão 33 leitos de UTI exclusivos para o atendimento da pandemia.

NOVA ROTINA

Nas últimas duas semanas, o HC mudou radicalmente a sua rotina assistencial, já apontadas pelos profissionais que atuam na unidade como a maior missão do hospital em toda a sua história. Cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais foram cancelados, rotinas administrativas mudaram, novos padrões de escalonamento de equipes foram criados.

A mudança mais drástica foi o deslocamento das equipes médicas (que até então atuavam no atendimento ambulatorial na realização das cirurgias eletivas) para o reforço das equipes que atuarão no atendimento intensivo dos pacientes suspeitos de Covid-19.

Também foi criado um serviço de teleacompanhamento diário para pacientes que recebem alta do hospital.

E o trabalho vai crescer. Na semana passada, como noticiou o TODODIA, o HC recebeu o credenciamento do Instituto Adolfo Lutz para realizar o diagnóstico da Covid-19 por meio da técnica chamada Reação em Cadeia da Polimerase (PCR). O teste, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Biologia que participam da força-tarefa constituída pela Unicamp para o enfrentamento da pandemia, já está pronto para ser aplicado nos pacientes e profissionais de saúde.

“Temos visto, na universidade inteira, muita solidariedade e união de toda a comunidade. Dentro dos diversos institutos de pesquisa, os laboratórios trabalham sem parar. Nossa batalha tem sido a reorganização, a busca de novas soluções para o serviço assistencial em tempo recorde, com o objetivo de oferecer a melhor assistência, o melhor tratamento e o melhor cuidado aos nossos pacientes”, disse o superintendente do HC, o professor Antonio Gonçalves Filho, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).

Para ele, o envolvimento individual e coletivo frente à pandemia são decisivas para a redução do contágio e número de mortes.

E a ajuda vem até de fora. Doações de equipamentos de proteção e acessórios chegam a cada instante da comunidade ao redor, que reconhece a dedicação da equipe. “Vemos a população unida na resolução de um problema que atinge a todos”, disse o superintendente.

PESQUISA

A Unicamp organizou e estruturou as ações de pesquisa e de apoio diagnóstico da universidade. Também foram criadas diversas frentes de P&D, pesquisa básica e de ensaios clínicos com o objetivo de oferecer métodos e reagentes a custos mais baixos, compreender a suscetibilidade de alguns indivíduos à doença e traçar cenários epidemiológicos.

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